sábado, 8 de outubro de 2011

Encontro MC Pinhal Novo 2011

Não muito longe do habitual local junto Coreto do Jardim (perto da estação dos comboios), realizou-se no passado dia 18 de Setembro o 11.º Encontro de Motas Antigas do Pinhal Novo, este ano deslocalizado para o Mercado Municipal da Vila.



Mesmo não sendo um encontro com um elevado número de participantes face a outras iniciativas do género (como Sintra por exemplo), o MC do Pinhal Novo conseguiu reunir um bom número de entusiastas das clássicas, com alguns modelos bastante interessantes e bem restaurados.


SIS Sachs Lebre


Kawasaki Z1 R (1978)


Honda CBX


Honda GoldWing 1200cc


Honda CB 750


Victoria Bergmeister V35 (1956)


Zündapp Z 200


Piaggio Vespa Sprint

Mas a grande vencedora da tarde foi novamente a mota de João Botelho, uma magnífica Coventry-Eagle G45a de 1931, que assim repete a vitória da edição anterior.


Coventry-Eagle G45a (1931)

Até para o ano.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

1º Encontro motas antigas Odivelas

As ‘Doninhas do Asfalto’, que é como quem diz o Moto Clube de Odivelas, vão realizar o seu 1.º encontro de motas antigas já no próximo Domingo, dia 9 de Outubro.



O ponto de encontro será no recinto da Feira do Silvado pelas 9:00, seguindo-se o restante programa das festas:

10:30 – Passeio histórico pelo Concelho de Odivelas (paragem no café Panorama).
13:00 – Almoço e convívio (exposição de motas antigas).
14:30 – Música ao vivo.
16:00 – Entrega de prémios (sorteios).
19:00 – Encerramento.

Para mais informações, consultar a página das “doninhas”.

Votos de grande sucesso!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Two for the Air



Embora expressões como “zero-emissões”, “eficiência energética” e “sustentabilidade” estejam cada vez mais presentes no quotidiano das sociedades actuais, a preocupação com as questões ambientais não é coisa nova, e já na década de 70 do século passado, a revista Cycle de Abril de 1978 publicava um artigo da autoria de Jeff Gundlach, com propostas mais “limpas” para a mobilidade em duas rodas.


Capa da revista Cycle de Abril de 1978

Para estas duas propostas de motas “verdes”, Jeff idealizou um modelo de estrada e um modelo desportivo, aos quais correspondem duas motorizações verdadeiramente sui generis e radicalmente diferentes. Segundo o próprio: “Nestes dias de crescente poluição e escassez de combustível, o futuro pode pertencer a motores que farejem combustível e atirem bouquets de flores. Será que o amanhã trará motas com sistemas de zero-emissões? Poderia o dia depois de amanhã ter máquinas de movimento perpétuo? Aqui estão duas motos projectadas para esse tipo de futuro. Chamo-as ‘Two for the Air’”.

A mota de estrada apresenta um motor a ar comprimido de 4 cilindros com 750cc, transmissão final por veio, 375 lbs (170 kg) de peso e uma velocidade máxima 100 mph (160 km/h).



A mota desportiva utiliza um motor a líquido refrigerante de 3 cilindros com 900cc, 125 bhp (93 kW) de potência às 9500 rpm, transmissão final por correia e uma velocidade máxima de mais de 190 mph (305 km/h).



Soluções futuristas e bastante engenhosas, mas de aplicação pouco provável...

Fonte: Ride the Machine

terça-feira, 4 de outubro de 2011

N2 Chaves-Faro 2011

No final do Outono a Espaços Sonoros cria um evento único para os motociclistas: percorrer a Estrada Nacional 2 num só dia, em busca das cores e odores que dão alma a Portugal nesta altura do ano, e que raramente são apreciados por muitos motociclistas, que habitualmente escolhem épocas mais amenas para as suas voltas.



Com início marcado para a madrugada do dia 26 de Novembro no quilómetro 0 da EN2, na cidade de Chaves, os participantes irão percorrer um traçado o mais semelhante possível com o original (nessa altura a estrada nacional com maior extensão em Portugal), com cerca de 750 km, de uma só vez, parando apenas para comer e reabastecer.

O percurso será disponibilizado aos participantes no formato GPS, incluindo pontos importantes, como perigos, postos de abastecimento e chamadas de atenção para pontos de interesse, embora se disponibilize também num formato alternativo. Durante o percurso, existirão vários pontos de “controlo” que serão validados através de fotografia.



O final, em Faro, está previsto para depois do pôr-do-sol, e será seguido de um jantar num hotel de topo, onde todos os participantes ficarão alojados e onde poderão confortavelmente recuperar desta aventura, partilhando as suas experiências uns com os outros.

Podem participar no evento equipas de 1, 2, ou 3 motos, com ou sem passageiro. As inscrições estão abertas de 15 de Setembro a 15 de Outubro e são limitadas, sendo o seu valor de € 95 por pessoa, com alojamento em quarto duplo, ou € 125 para alojamento em quarto individual. Este valor inclui:

- Inscrição.
- Material relativo ao evento (autocolantes, camisola, troféu, etc.).
- Almoço de sábado (on the road).
- Jantar de sábado.
- Dormida de sábado.
- Pequeno-almoço de domingo.
- O mais importante de tudo: quilómetros de prazer entre amigos e companheiros das 2 rodas!



Um “passeio” destinado a motociclistas experientes, que não se intimidam com as distâncias ou com o estado do tempo e estão sempre prontos para uma boa Aventura...

Fonte: Motociclismo

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Made in Argentina

Com recursos naturais abundantes, um sector agrícola orientado para a exportação e uma base industrial relativamente diversificada, a Argentina, outrora a 10ª nação mais rica per capita do mundo, já teve a sua própria mota 100% fabricada no seu território. Chamava-se Tehuelche, foi apresentada ao público em Março de 1957 e produzida até meados de 1964.


Pormenor do motor da Tehuelche de Alberto Gomez (*) restaurada

A Tehuelche (designação de um grupo de tribos indígenas da Patagónia, os Tehuelches) foi um motivo de grande orgulho para os Argentinos, apesar de ter desaparecido da memória das gerações seguintes.



Criada, desenhada e construída por imigrantes italianos entusiasmados por motos, Juan Rafaldi e Roberto Fattorini, que se mudaram de Itália para a Argentina em 1949 juntamente com o seu amigo e colega Carlo Preda especificamente para este projecto, a mota tinha um design único e não copiava nenhuma outra. O motor foi desenvolvido em 1955 por Rafaldi e apresentava uma capacidade de 50cc, monocilíndrico a 4 tempos, SOHC, com arrefecimento a ar, sem bomba de óleo e totalmente construído em alumínio (algo muito pouco usado na altura em motos de estrada).


Publicidade da Tehuelche de 1957


Modelo Tehuelche de 1957

Durante o tempo em que foi produzida, a Tehuelche sofreu algumas modificações tanto ao nível estético como mecânico com vista à sua comercialização em larga escala (através de parcerias), surgindo com novos esquemas de cores, novos decalques e o aparecimento de um motor monocilíndrico igualmente arrefecido a ar com uma capacidade aumentada para os 75cc e 4,74 hp de potência.


Publicidade da Tehuelche de 1960


Modelo Tehuelche de 1960

Em 1062 eram fabricados dois modelos: a Sport e a Super Sport. Como resultado de uma das parcerias entretanto desenvolvidas, que detinha os direitos de importação das motas Italianas Legnano, foi introduzido um modelo da Tehuelche que foi designado de Legnano para aumentar o número de vendas, que vinha com um depósito de combustível diferente e um esquema de cores em vermelho e branco.


Tehuelche Super Sport de 1963


Tehuelche Legnano

As Tehuelche competiram em diversas provas locais com as outras motas “Argentinas” da época, que eram produzidas sob licença de diversas marcas Europeias com a Puma Primera e a Puma Segunda (da Guericke), a Zanella (da Ceccato) e a Gilera, entre outras, distinguindo-se não só pelo som característico do trem de engrenagens (distribuição SOHC), mas também pela excelente performance que apresentou durante a sua carreira desportiva.


(*) Tehuelche com Alberto Gomez (1964)

Ao fim de cerca de sete anos de produção, a enorme inflação registada na época, a instabilidade dos governos e outros problemas acabaram por levar a Tehuelche a fechar as suas portas. Cansados de lidar com todas estas condicionantes, Rafaldi e Fattorini decidem abandonar a sua parceria e estabelecem a sua própria oficina dedicada à preparação dos mesmos motores para motas de competição, para além de atenderem a clientela em geral. Nessa oficina fabricaram a “tapa 100”, uma cabeça para o cilindro de maiores dimensões relativamente ao que estava disponível, com melhor capacidade de refrigeração. Também incorporaram na mota uma bomba de óleo, distribuição por corrente para a árvore de cames e outros detalhes que melhoraram a performance da Tehuelche.




A primeira parceria estabelecida com o objectivo de comercializar a Tehuelche durou somente cerca de dois anos e saldou-se pela fabricação de pouco mais de 1.200 unidades. Uma nova parceria (com outros membros) deu seguimento à produção até meados de 1964, fabricando aproximadamente 3.500 motas, elevando o número total de Tehuelches produzidas para as quase 5.000 unidades. Deste total, não terão sobrevivido mais do que 100, das quais apenas cerca de 20 ainda funcionam, fazendo com que um exemplar em bom estado seja raro e altamente coleccionável, podendo valer quase € 10.000.

Fontes: Só Clássicas e Wikipedia