domingo, 22 de junho de 2014

CNV Estoril II (2014) - Clássicas

A terceira ronda do Campeonato Nacional de Velocidade de 2014 decorreu no passado dia 8 de Junho na pista do Autódromo Fernanda Pires da Silva, com a realização do Circuito Estoril II, organizado pelo Motor Clube do Estoril.

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Quase um mês depois da anterior visita ao autódromo (Estoril I), os pilotos de velocidade regressaram ao Estoril para nova jornada composta por cinco corridas, agendadas para a tarde de Domingo e repartidas pelas diversas classes da competição. 


Ficha da prova. Via 

Tal como na edição de 2013 do Circuito Estoril II, o ambiente na bancada principal era pouco mais que desolador, apesar de mais uma vez as entradas serem gratuitas (excepto o paddock). E desta vez, para além da habitual pouca divulgação e cobertura da comunicação social, a realização do Portugal de Lés-a-Lés no mesmo fim-de-semana certamente não ajudou à presença de mais motociclistas no local.

Entrada principal com fraca adesão do público. 


Bancada A pouco preenchida. 

Passava um pouco das 15h00 quando as primeiras motas deram entrada na pista para a formação da grelha de partida daquela que seria a primeira corrida do programa, a contar para o Campeonato Nacional Motos Clássicas Fuchs Silkolene (antigo Troféu Motos Clássicas Fuchs Silkolene). 


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Foi notória a ausência do grande dominador do Troféu do ano passado, o jornalista/piloto Alberto Pires, que voltou a não marcar presença no Estoril, assim como o seu colega de equipa Fernando Pedrinho Martins do Team Clássico Racing.
Depois de uma vitória fácil na ronda inaugural em Braga (apesar de um motor em más condições na sua nova Yamaha TZ250 #217 – vencedora do Troféu em 2012 e 2011 pelas mãos de Hermano Sobral e agora totalmente renovada), Alberto Pires confessou recentemente à revista Motociclismo (N.º 278 – Junho de 2014) estar um pouco desmotivado com o rumo dos acontecimentos, ao que acresce um regulamento “(...) gelatinoso já que, através de um aditamento, confere à comissão técnica arbitrariedade para decisões bizarras (...)”.
O próximo passo deverá ser a participação no International Classic Grand Prix.

Na pista, os 10 pilotos que alinharam à partida estavam repartidos de modo igualitário pelas classes C3 (motas até 1981) e C2 (motas até 1977), e tinham um total de 9 voltas para cumprir ao traçado do Estoril antes da bandeirada de xadrez. 


Primeira linha da grelha: Pole position para Hermano Sobral (Yamaha TZ350G #207 – C3) com o tempo de 2m07,612s; 2.ª posição para António Machado (Yamaha TZ350G #218 – C3) com o tempo de 2m09,001s; 3.ª posição para André Caetano (Honda CB900F Bol d’Or #222 – C3) com o tempo de 2m09,779s. 

Segunda linha da grelha: 4.ª posição para Bernardo Villar (Honda CB900F Bol d’Or #244 – C3) com o tempo de 2m11,762s; 5.ª posição para José Barbosa (BMW R75/6 #118 – C2) com o tempo de 2m16,025s; 6.ª posição para Fernando Sousa (Honda CBR600F #111 – C2) com o tempo de 2m23,317s. 

Terceira linha da grelha: 7.ª posição para Francisco Monteiro (Yamaha XS500 #169 – C2) com o tempo de 2m25,483s; 8.ª posição para Joaquim Boavida (MotoGuzzi #120 – C2) com o tempo de 2m29,134s; 9.ª posição para José P. Barbosa (Honda CB1100R #227 – C3) com o tempo de 2m31,300s. 

Quarta linha da grelha: 10.ª posição para João Leandro (Triumph Bonneville 750 #130 – C2) com o tempo de 2m32,825s. 

Com os habituais problemas de comunicação existentes nas instalações do autódromo (fraca qualidade do sistema de som – quase nunca se percebe o que o speaker diz... mesmo sem as motas a passar! – e falta de informação visual sobre a evolução da classificação), os poucos espectadores presentes lá iam acompanhando a corrida como podiam.

Três dos quatro primeiros pilotos da grelha passaram pelo comando na fase inicial, primeiro Bernardo Villar (Honda CB900F Bol d’Or #244), depois Hermano Sobral (Yamaha TZ350G #207) e finalmente António Machado (Yamaha TZ350G #218). A partir da quarta volta, António Machado seguiu sempre na dianteira e resistiu à pressão exercida por Hermano Sobral, acabando separados por menos de meio segundo. Bernardo Villar completou o pódio, terminando diante de André Caetano (Honda CB900F Bol d’Or #222). 

Nas C2, José Barbosa e a sua BMW R75/6 #118 não deram qualquer hipótese à concorrência e dominaram desde a primeira volta, vencendo a classe com praticamente 45 segundos de vantagem para o segundo classificado, o piloto Fernando Sousa (Honda CBR600F #111) que conta já com uns muito respeitosos 72 anos de idade e meio século de corridas! Na posição mais baixa do pódio ficou Francisco Monteiro com a Yamaha XS500 #169, a uma volta do vencedor da geral.

Bandeirada de xadrez para António Machado. 

Em resumo, aqui ficam os resultados da corrida de motas clássicas do Estoril II: 


Classificação final. Via 

Parabéns aos vencedores das respectivas classes:

Pódio da classe C3: 1.º lugar - António Machado (Yamaha); 2.º lugar - Hermano Sobral (Yamaha); 3.º lugar - Bernardo Villar (Honda). 


Pódio da classe C2: 1.º lugar - José Barbosa (BMW); 2.º lugar - Fernando Sousa (Honda); 3.º lugar - Francisco Monteiro (Yamaha). 

Em termos de Campeonato Nacional Motos Clássicas Fuchs Silkolene, o facto de os pilotos transportarem para a classificação geral as pontuações obtidas à classe, faz com que diversos concorrentes tenham pretensões aos lugares cimeiros. Assim e após este Circuito Estoril II temos:

Campeonato – Classificação geral. Via 


Campeonato – Classificação C3. Via 

Campeonato – Classificação C2. Via 

Campeonato – Classificação C1. Via 

Fonte: Federação de Motociclismo de Portugal

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