sábado, 15 de março de 2025

17º Traveler's Event 2024

A simpática vila alentejana de Avis foi uma vez mais palco de nova edição do Traveler’s Event, a 17.ª, que decorreu durante o primeiro fim-de-semana do mês de Setembro de 2024.

Tendo as águas calmas da Albufeira da Barragem do Maranhão como cenário privilegiado, a equipa liderada pelo incansável Rui Baltazar (Balgarpir) preparou criteriosamente um programa de quatro dias, recheado de actividades, para que todos os aventureiros pudessem disfrutar ao máximo, em ambiente de grande camaradagem.

Cartaz do 17.º Traveler’s Event. Via

Nunca é demais realçar a gratuitidade deste encontro de âmbito nacional, do qual fazem parte os passeios (on road e off road), os test drives, as exposições de acessórios, os workshops e as palestras. É verdade que as motos tipo trail são as rainhas do evento, mas o Traveler's é dedicado a todos os amantes das viagens, independentemente da sua moto.

O dia forte do encontro é sem dúvida o Sábado, mas também é o que apresenta mais confusão, em virtude do elevado número de motociclistas presentes, que tem aumentado de ano para ano, “encaixados” num espaço que começa a ser exíguo para tanta gente. A organização estima que terão sido mais de 4.000 pessoas que visitaram o Traveler’s Event ao longo dos 4 dias!

E foi neste dia que, à semelhança de edições anteriores (2022 e 2021), me juntei à festa logo ao início da manhã, junto à sede do clube Motards D’Aviz, para efetuar o registo de presença junto da organização.

Entrada e recepção do evento, junto à sede dos Motards D’Aviz.

Sendo este um evento sobre viagens em moto, nada melhor que começar o dia com o tradicional passeio turístico pelas estradas da região do Alto Alentejo, com ponto de encontro junto à Câmara Municipal (dentro das Muralhas de Avis) e início às 10:00.

Concentração dentro das Muralhas de Avis para início do passeio turístico.

Para a edição de 2024, o clube de “fanáticos” da BMW (BMW Motorrad Fans Club) organizou um percurso para Sul, com aproximadamente uma centena de quilómetros, que desta vez teve a habitual paragem a meio do trajeto na Vila de Arraiolos.

Percurso do passeio turístico.

Cada vez com mais participantes, o passeio turístico acabou por ser vítima do seu próprio sucesso. Uma longa fila de motos foi a constante durante todo o trajeto, ao ponto de originar um mega-engarrafamento para entrar em Arraiolos, que deixou as ruas da vila literalmente entupidas de motociclos. Uma invasão pacífica que deixou os arraiolenses algo estupefactos.

A longa caravana do passeio turístico.

Mega-engarrafamento para entrar em Arraiolos (passeio turístico).

Encontrar um local para estacionar não foi naturalmente fácil, mas com jeito e paciência lá consegui encontrar um pequeno espaço para deixar a Tiger. Uma vez estacionada a moto, foi tempo de aproveitar a pausa para descontrair e tomar um café junto à Câmara Municipal, antes de retomar o passeio para o regresso a Avis.

Pausa para um café em Arraiolos (passeio turístico).

De volta ao recinto do evento (Complexo do Clube Náutico de Avis), era tempo de procurar um local para almoçar. Com as opções algo limitadas, acabei por sair e escolher um restaurante na vila (dos poucos que estavam abertos e com mesas vagas), para escapar aos aglomerados que habitualmente se verificam junto das zonas de restauração.

A tarde e a noite de Sábado do Traveler’s Event são longas e recheadas de actividades. Um pouco depois das 15:00 começavam os workshops e as sempre animadas tertúlias. Mas antes do seu início, impunha-se uma ronda pelos stands dos vários concessionários e empresas ligadas às duas rodas, presentes nesta 17.ª edição.

O grande destaque vai naturalmente para a diversidade de marcas e modelos de motos, maioritariamente do chamado segmento de aventura (trails, scramblers e afins), para júbilo dos presentes. Os test rides são naturalmente muito concorridos, originando listas de espera bastante longas.

Confesso que fiquei um pouco desiludido com a ausência de algumas marcas importantes e conhecidas, como por exemplo a Triumph, a Aprilia e a Moto Guzzi, que têm nos seus catálogos vários modelos de aventura, alguns até bastante populares. Ainda para mais quando estava com curiosidade em experimentar a recente Moto Guzzi Stelvio, depois do contacto próximo que tive na 26.ª Expomoto no Porto. Paciência, terá de ficar para uma outra oportunidade.

18 marcas de motos marcaram presença no 17.º Treveler's Event.

Um interessante workshop sobre navegação com GPS, da responsabilidade de Rui Elias (Espaços Sonoros), preencheu uma boa parte da tarde. Foram transmitidas explicações e dicas sempre úteis para ajudar a tirar melhor partido do funcionamento deste tipo de equipamento, que é utilizado pela grande maioria dos motociclistas, seja na preparação como na orientação das suas viagens.

Workshop “Navegação” com Rui Elias (Espaços Sonoros). Via

Seguiu-se um workshop sobre osteopatia em viagem, ministrado por Edgar Valente, Inês Feio e Miguel Roseta (Osteomotus), que decorreu de forma informal junto à esplanada do café do Clube Náutico de Avis, onde foram demonstradas algumas técnicas para “recuperar o esqueleto” dos condutores, após os esforços despendidos durante as viagens.

Workshop “Osteopatia em Viagem” com Edgar Valente, Inês Feio e Miguel Roseta (Osteomotus). Via

Quase em simultâneo tinha início uma tertúlia sobre motociclismo no feminino, um tema que está cada vez mais na ordem do dia. Moderada por Liliana de Almeida, contou com a participação de quatro mulheres motociclistas de diferentes gerações, que deram o seu testemunho sobre as experiências que têm vivido e a sua paixão pelas motos.

Tertúlia “Motociclismo no Feminino”. Via

Para os mais destemidos, as águas da Albufeira da Barragem do Maranhão convidavam a uns mergulhos na tranquila Praia Fluvial do Clube Náutico. Outros, porém, preferiam o convívio com os amigos e companheiros de aventura, junto das motos, dos stands ou nas esplanadas. De uma forma ou de outra, a boa disposição continuava em alta neste Traveler’s Event.

Expositores e convívio no 17.º Treveler's Event.

Com o final do dia chegava também a altura de ir “abastecer” o estômago. Até porque a noite, como é habitual, iria ser comprida. Uma vez mais sem muitas opções, o jantar acabou por acontecer numa das roulottes de comida rápida presentes no recinto.

Por volta das 21:00 começava verdadeiramente um dos pontos altos e mais aguardados do Traveler’s Event: as apresentações dos viajantes. Ano após ano, são cada vez mais os motociclistas que fazem questão de partilhar novas e inspiradoras histórias de aventuras em duas rodas.

E começou logo em grande com a apresentação da viagem “América do Sul Total” que Wagner Lima, Manuel Batista e Rui Carneiro efetuaram em 2024 pelo continente sul-americano. O grupo saiu de Brasília no dia 1 de Janeiro e regressou no dia 2 de Abril, com cerca de 30.000 km percorridos nas suas motos. Uma aventura de 92 dias que passou em 9 países (apenas ficou de fora a Guiana, o Suriname, a Guiana Francesa e o Paraguai), por diferentes culturas, paisagens e climas, onde apanharam temperaturas que oscilaram entre os -2 ºC e os 42 ºC.

Apresentação “América do Sul Total” por Wagner Lima, Manuel Batista e Rui Carneiro.

Seguiu-se uma ligação online por videochamada com João Cid (Water Wonderful Ride), para um ponto de situação sobre a viagem que estava a efectuar intitulada “The 50/50 Ride”, i.e., 50 anos sobre o paralelo 50. Uma viagem de celebração do seu 50.º aniversário, que teve início em Abril de 2024, com uma duração estimada de 6 meses e 50.000 km. O objetivo foi deslocar-se em direcção ao Mar do Japão, numa linha próxima do paralelo 50 Norte, e ir descobrindo algumas das principais bacias hidrográficas da Europa e da Ásia Central. O regresso a Portugal aconteceu no dia 5 de Outubro.

Apresentação “The 50/50 Ride” por João Cid.

As apresentações sucediam-se a bom ritmo e a que se seguiu foi o relato da viagem “49 Graus à Sombra – Do Sahara Argelino ao ponto mais norte de África”, que Luís Tomaz Moleirinho realizou desde a Argélia até à costa tunisina, concretizada na pior altura do ano, quando as temperaturas extremas desafiam qualquer um a ir até ao limite.

Apresentação “49 Graus à Sombra – Do Sahara Argelino ao ponto mais norte de África” por Luís Tomaz Moleirinho.

Por último, foi a vez do viajante João Sousa (João Around the World) partilhar a sua aventura e as muitas histórias da viagem ao “Pilar Vasco da Gama”. Situado na localidade de Malindi (Quénia), foi erigido pelo explorador português Vasco da Gama em 1498 ou 1499, durante a sua pioneira expedição marítima de Lisboa à Índia através do Cabo da Boa Esperança (1497-1499). Foi declarado Monumento Nacional em 1935 e está atualmente sob a tutela dos Museus Nacionais do Quénia, sendo o património mais visitado de Malindi.

Apresentação “Pilar Vasco da Gama” por João Sousa.

Já estávamos bem para lá da meia-noite quando todas as apresentações ficaram concluídas. Com a mente a fervilhar e a vontade de partir de moto à descoberta do mundo, uma vez mais a organização presenteou todos os que ficaram até ao fim com uma sessão de fogo-de-artifício, fechando assim da melhor maneira o terceiro dia da 17.ª edição do Traveler’s Event.

Fogo de artifício no final da noite de Sábado.

Com o final da festa nada mais restava do que iniciar o regresso a casa, numa viagem solitária, por estradas (quase) desertas, tendo a noite como única companheira. Ficaram as recordações e a vontade de regressar na próxima edição.

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

MotoGP 2024 - Miguel Oliveira em 15º

No seu segundo ano com a equipa satélite da Aprilia, agora americana e denominada Trackhouse Racing, tudo fazia querer que a competitividade de Miguel Oliveira aos comandos da moto italiana, alegadamente idêntica às RS-GP24 de fábrica e com o credenciado Davide Brivio a gerir a equipa ao lado de Wilco Zeelemberg, iria dar um salto qualitativo em termos de performance relativamente ao ano anterior.

E se em 2023 foi a versão da moto de 2022 (RS-GP22) a condicionar a sua prestação, não deixa de parecer um pouco estranho que em 2024, e já com a RS-GP24, não tenha conseguido obter os desejados bons resultados. Ainda mais quando o menos experiente colega de equipa, o espanhol Raúl Fernández, conseguiu ser melhor em diversas corridas com a versão da moto de 2023 (RS-GP23)! Uma coisa é certa, é sabido que Miguel Oliveira só ataca em pleno quando confia a 100% na moto...

Miguel Oliveira – Trackhouse Racing Aprilia RS-GP24 #88. Via

Apesar de tudo, a sua consistência ao longo dos GP em que participou foi assinalável, pontuando praticamente em todos eles, em especial nas corridas de domingo. Curiosamente, o seu melhor resultado da época foi um segundo lugar obtido na corrida Sprint do GP Alemanha, no Circuito Sachsenring, terminando entre os dois principais candidatos ao título em 2024, Jorge Martin (Prima Pramac Ducati) e Francesco Bagnaia (Ducati Lenovo Team).

Mas o infortúnio viria uma vez mais a assolar o piloto de Almada. No Treino Livre 1 do GP da Indonésia, no Circuito de Mandalika, Miguel Oliveira sofreu um highside bastante violento e aparatoso na transição entre as curvas 3 e 4. Imediatamente deu sinais de que estaria lesionado, e a passagem pelo Centro Médico do circuito confirmou o pior cenário: fractura no pulso direito.

O piloto português da Trackhouse Racing falhou assim devido a lesão, ou melhor, devido a estar a recuperar da operação a que foi submetido devido à queda na Indonésia, nada menos do que cinco rondas do calendário. Basicamente o #88 esteve ausente durante toda a fase asiática da temporada.

Depois de estar tanto tempo fora de ação, e mesmo sem ter o pulso a 100%, Miguel Oliveira fez todos os possíveis para participar no último GP do ano, o Grande Prémio da Solidariedade, e despedir-se da Trackhouse Racing e da Aprilia em pista, e não fora dela.

Aqui fica o resumo da prestação de Miguel Oliveira nos 20 Grandes Prémios de MotoGP que fizeram parte da temporada de 2024:

9, 10 Março - GP Qatar (Circuito Losail)
Sprint – 13.º lugar (0 pts.).
Corrida – 15.º lugar (1 pt.).

23, 24 Março - GP Portugal (Autódromo Internacional do Algarve)
Sprint – 12.º lugar (0 pts.).
Corrida – 9.º lugar (7 pts.).

13, 14 Abril - GP Américas (Circuito das Américas)
Sprint – 11.º lugar (0 pts.).
Corrida – 11.º lugar (5 pts.).

27, 28 Abril - GP Espanha (Circuito Jerez de La Frontera)
Sprint – 8.º lugar (2 pts.).
Corrida – 8.º lugar (8 pts.).

11, 12 Maio - GP França (Circuito Bugatti-Le Mans)
Sprint – 11.º lugar (0 pts.).
Corrida – Abandono [problema técnico] (0 pts.).

25, 26 Maio - GP Catalunha (Circuito Barcelona-Catalunha)
Sprint – Abandono [queda] (0 pts.).
Corrida – 10.º lugar (6 pts.).

1, 2 Junho - GP Itália (Circuito Mugello)
Sprint – Abandono [queda] (0 pts.).
Corrida – 14.º lugar lugar (2 pts.).

29, 30 Junho - GP Países Baixos (Circuito Assen)
Sprint – 12.º lugar (0 pts.).
Corrida – 15.º lugar (1 pt.).

6, 7 Julho - GP Alemanha (Circuito Sachsenring)
Sprint – 2.º lugar (9 pts.).
Corrida – 6.º lugar (10 pts.).

– Pausa de Verão –

3, 4 Agosto - GP Grã-Bretanha (Circuito Silverstone)
Sprint – 10.º lugar (0 pts.).
Corrida – Abandono [queda involuntária] (0 pts.).

17, 18 Agosto - GP Áustria (Circuito Red Bull Ring)
Sprint – 13.º lugar (0 pts.).
Corrida – 12.º Lugar (4 pts.).

31 Agosto, 1 Setembro - GP Aragão (Circuito Motorland Aragón)
Sprint – 5.º lugar (5 pts.).
Corrida – Abandono [queda] (0 pts.).

7, 8 Setembro - GP São Marino (Circuito Misano)
Sprint – 15.º lugar (0 pts.).
Corrida – 11.º lugar (5 pts.).

21, 22 Setembro - GP Emília Romana (Circuito Misano)
Sprint – 11.º lugar (0 pts.).
Corrida – 10.º lugar (6 pts.).

28, 29 Setembro - GP Indonésia (Circuito Pertamina Mandalika)
Sprint – Não participou [lesionado].
Corrida – Não participou [lesionado].

5, 6 Outubro - GP Japão (Circuito Mobility Resort Motegi)
Sprint – Não participou [lesionado].
Corrida – Não participou [lesionado].

19, 20 Outubro - GP Austrália (Circuito Phillip Island)
Sprint – Não participou [lesionado].
Corrida – Não participou [lesionado].

26, 27 Outubro - GP Tailândia (Circuito Chang International)
Sprint e Corrida – Não participou [lesionado].

2, 3 Novembro - GP Malásia (Circuito Sepang)
Sprint – Não participou [lesionado].
Corrida – Não participou [lesionado].

16, 17 Novembro – GP Solidariedade (Circuito Barcelona-Catalunha)
Sprint – 18.º lugar (0 pts.).
Corrida – 12.º lugar (4 pts.).

Classificação final: 1.º Jorge Martin (Prima Pramac Ducati – #89), 508 pts.; 2.º Francesco Bagnaia (Ducati Lenovo Team – #1), 498 pts.; 3.º Marc Márquez (Gresini Racing – #93), 392 pts.; 4.º Enea Bastianini (Ducati Lenovo Team – #23), 386 pts.; 5.º Brad Binder (Red Bull KTM Factory – #33), 217 pts.; ... ; 15.º Miguel Oliveira (Trackhouse Racing – #88), 75 pts.; etc.

Nas contas finais do campeonato, o piloto espanhol Jorge Martin, após intensa luta com o campeão em título Francesco Bagnaia até à última corrida do último Grande Prémio da temporada, conseguiu finalmente conquistar o almejado Campeonato do Mundo de MotoGP, sagrando-se assim pela primeira vez campeão da categoria rainha do motociclismo de velocidade.

Esta vitória é também importante pois o ‘Martinator’ (como é chamado pelos seus fans) consegue ser o primeiro piloto da era moderna do MotoGP a sagrar-se campeão enquanto piloto de uma equipa independente. O último a conseguir esse feito foi Valentino Rossi, em 2001.

Terminou assim a temporada 2024 de MotoGP, e terminou também a passagem de Miguel Oliveira pela Aprilia e, neste caso, pela equipa satélite Trackhouse Racing. Dois anos depois de se ter mudado para os comandos do protótipo da casa de Noale, o piloto português despede-se da sua equipa e da marca italiana.

Mas enquanto se fecha um capítulo na sua carreira, Miguel Oliveira irá dar início a um novo desafio. O piloto luso assinou um contrato de dois anos com a Yamaha Racing, que o colocará a competir pela nova equipa satélite Prima Pramac Yamaha Factory Team. Em 2025 terá como companheiro de box o piloto australiano Jack Miller.

A estrutura de Paolo Campinoti terá no piloto português alguém que sabe qual a sua missão em pista: ajudar a equipa a obter resultados, mas também cumprir com as necessidades da Yamaha Racing no que diz respeito ao desenvolvimento da YZR-M1.

Miguel Oliveira com a sua nova Yamaha YZR-M1 da Prima Pramac Yamaha Factory Team (teste em Barcelona). Via

Sobre o seu futuro e esse novo desafio, Miguel Oliveira faz questão de destacar que “Queria estar num projeto que pudesse vencer, ser tido em conta, e acredito que na Yamaha vou conseguir isso. Senti da parte da equipa uma grande vontade de me apoiar com uma boa estrutura e material competitivo”.

Força Miguel!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Boas Festas 2024

Com o cancelamento definitivo das IPO (Inspeções Periódicas Obrigatórias), um assunto que se arrastava há cerca de 12 anos e que terá em sua substituição a aplicação de um pacote de medidas para a promoção de uso e segurança de motociclos, a ‘Fita de Asfalto’ deseja a todos os motociclistas e entusiastas das motos umas boas entradas no ano de 2025.

Votos de um Feliz Ano Novo, cheio de boas estradas sem trânsito e com boas curvas para rolar... sempre em segurança!

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Rev'it! Outback 4 H2O

Já vai a caminho de década e meia que utilizo o mesmo blusão em todas as minhas deslocações de moto, sejam elas curtas ou longas, tanto no verão como no inverno. Um Eyedry Eject da marca Drenaline 1, que tem provado ser agradavelmente competente nas suas diferentes vertentes de utilização (a composição de 80% cordura, pele de vaca, membrana impermeável e respirável Eyedry, forro térmico destacável, entradas de ar, inserções reflectoras e protecções YF nos ombros, cotovelos e costas, conferem-lhe robustez, conforto e segurança q.b.).
 
No entanto, os anos vão passando e o material acaba por ir ficando um pouco “cansado”, começando a apresentar algum desgaste em algumas zonas, o que levou inclusive a um upgrade das protecções dos ombros e cotovelos para garantir que a funcionalidade e a segurança do blusão não ficassem comprometidas.
 
Assim e aproveitando a visita efetuada à 26.ª Expomoto no Porto, chegou então o momento de actualizar esta peça de equipamento fundamental na indumentária de qualquer motociclista. Depois de experimentar vários modelos e tamanhos de diferentes marcas, a escolha acabou por ir para um Rev'it! Outback 4 H2O, na variante Silver-Black. E em termos de preço até não foi um mau negócio, graças a um desconto de 20% praticado na feira pelo vendedor. Há que não desperdiçar as oportunidades, não é?
 
Já na sua 4.ª geração, o casaco Outback reúne uma série de qualidades consideradas essenciais pela marca neerlandesa Rev’it!. Destaca-se pela sua versatilidade e polivalência, como pelas suas inúmeras caraterísticas, não descurando a proteção e os aspetos práticos, como a ventilação, as possibilidades de ajuste ou o transporte de objetos pessoais nos muitos bolsos existentes para o efeito.
 
Rev'it! Outback 4 H2O Silver-Black. Via
 
A polivalência é na verdade um dos grandes trunfos deste casaco Adventure Touring, uma vez que pode ser utilizado em todos os tipos de climas, graças à presença de duas camadas interiores removíveis, sendo uma delas impermeável (Hydratex) e a outra térmica.
 
A camada exterior é produzida em tecido polyester 600D de alta densidade e em PWR Ripstop, para resistir à abrasão e ao contacto com corpos que o podem rasgar. Com o tempo quente, pode ser amplamente ventilada com a abertura dos painéis VCS (peito) e dos fechos colocados nas mangas e costas.
 
Rev'it Outback 4 H2O Silver-Black. Via
  
Para além da robustez dos tecidos exteriores, o Outback 4 H2O conta ainda, de origem, com as proteções Seeflex CE-Nível 2 nos ombros e cotovelos. Vem ainda preparado para acomodar as protecções Seesoft nas costas (CE-Nível 2) e no peito (CE-Nível 1), para um nível de segurança superior (acabei por incluir também a protecção Seesoft Tipo RV CE-Nível 2 para as costas, que foi comprada à parte).
 
Um generoso bolso colocado na zona lombar permite transportar objetos maiores ou até as camadas interiores removíveis, sendo complementado por mais três bolsos interiores e dois exteriores. Painéis refletores nos braços, costas e peito asseguram maior visibilidade à noite.
 
O Rev'it! Outback 4 H2O está certificado de acordo com a norma EN 17092 de 2020, com a classificação AA.
 
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1 A Drenaline, uma submarca do grupo Masac que entrou em dissolução e liquidação em 2018, sempre se destacou no panorama nacional, e não só, por ter bons produtos e com uma interessante relação qualidade/preço (quem não se lembra do icónico fato de aventura Atlas 3, que era à data o expoente máximo da marca portuguesa).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Drenaline Eyedry Eject.