Uma lenda do motociclismo nacional deixou-nos no passado dia 26 de
Março. António Pinto da Costa Paulo, uma figura incontornável da sociedade
vila-realense e do desporto motorizado, faleceu aos 81 anos.
António Costa Paulo (1936-2018).
Via
Desde sempre ligado ao Circuito Internacional de Vila Real, Costa Paulo
somou inúmeras vitórias, dentro e fora de pista. Além de sócio-fundador do
Clube Automóvel de Vila Real (CAVR), fez parte da Federação de Motociclismo,
foi ainda diretor de prova, comissário técnico e, claro, piloto. Em 34 anos de
carreira (começou a correr aos 16 anos), foi um dos melhores pilotos de motos
nacionais nos anos 70/80, vencendo cerca de 75% das corridas que disputou,
incluindo a prova inaugural do Autódromo do Estoril em 1972, iniciando o livro
de Ouro dos Vencedores do Autódromo ao lado de Ángel
Nieto (o vencedor das provas internacionais de 50cc e 125cc) e no final da
época conquista o almejado título de Campeão Nacional.
A última corrida foi no
12.º Circuito de Vila Real de Motos (1987) com uma Metra-Kit Huvo Casal 80cc, onde
conquistou a segunda posição final. Via
Idealizou e concebeu a mais famosa das motorizadas nacionais, a Famel XF-17,
máquina equipada com um motor Zündapp de 50cc com 5 velocidades, 7 cv de
potência, refrigeração a ar e velocidade máxima na ordem dos 110 km/h (o sonho
e a desgraça de muitos jovens da época...). “Projectei
e propus à Famel, eles só a queriam fazer se eu me responsabilizasse pela venda
de 200, concordei e fiquei com a distribuição para todo o norte, fiz um
dinheirão!”, referiu Costa Paulo.
Com uma Famel XF-17 devidamente
personalizada. Via
Em 2014 foi homenageado
pela Câmara Municipal de Vila Real com a Medalha de Ouro de Mérito
Municipal. Em 2017, foi homenageado
em Águeda por um grupo de fãs que o surpreenderam com a oferta de uma Famel
XF-17 totalmente personalizada. A última homenagem pública seria precisamente em
2017, pelo CAVR e a autarquia local, durante o WTCC, depois de uma exibição de
motas no Circuito de Vila Real.
O “cheiro a gasolina”, de que tanto gostava, nunca mais será o mesmo.
R.I.P.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
sábado, 8 de dezembro de 2018
Moto2 2018 - Miguel Oliveira Vice-Campeão Mundial
A temporada de 2018 do Campeonato do Mundo de Motociclismo chegou ao fim
e dois pilotos destacaram-se entre os demais na categoria de Moto2, o italiano Francesco
Bagnaia (SKY Racing Team VR46 - Kalex) que se sagrou campeão na penúltima
corrida e o português Miguel
Oliveira (Red Bull KTM Ajo - KTM) que fechou a época da melhor maneira com
a vitória no GP de Valência. Três anos depois de se ter sagrado vice-campeão
mundial de Moto3 e um ano depois do terceiro
lugar no “mundial” de Moto2, o piloto de Almada torna-se assim vice-campeão
mundial da categoria intermédia do motociclismo de velocidade.
Miguel Oliveira na Red Bull KTM Ajo (Moto2 2018). Via
“O vice-campeonato acaba por ser positivo, numa época marcada pela regularidade. Deixa-me feliz e marco também a história como um dos melhores pilotos que passou pela categoria intermédia. É um sentimento de grande orgulho, apesar de o objectivo de ser campeão não ter sido cumprido. Este foi um campeonato em que nunca baixei os braços, uma vez que saía quase sempre de uma posição desfavorável. O mais fácil, a cada domingo, seria desistir, mas fui sempre à luta”, refere o piloto português.
Foram 19 as corridas que fizeram parte do Campeonato do Mundo de Moto2 em 2018:
18 Março - GP Qatar (Cuircuito Losail) – 5.º lugar.
Classificação final: 1.º Francesco Bagnaia (SKY Racing Team VR46 - Kalex), 306 pontos; 2.º Miguel Oliveira (Red Bull KTM Ajo - KTM), 297; 3.º Brad Binder (Red Bull KTM Ajo - KTM), 201; 4.º Alex Marquez (EG 0,0 Marc VDS - Kalex), 173; 5.º Lorenzo Baldassarri (Pons HP40 - Kalex), 162; etc.
Miguel Oliveira concluiu desta forma a sua prestação nas Moto2, onde permaneceu durante os últimos três anos, com um total de 21 pódios repartidos por 6 vitórias, 7 segundos lugares e 8 terceiros lugares, aos quais acrescem 2 poles e 4 voltas mais rápidas. Em 2019 tem início uma nova etapa na carreira do piloto luso com a subida à categoria de MotoGP com a KTM Tech 3 Racing, equipa satélite do construtor de Mattighofen. Oliveira terá como colega de equipa o malaio Hafizh Syahrin.
Miguel Oliveira assina com a KTM para as próximas duas temporadas de MotoGP (2019 e 2020). Via
Esta nova aventura irá trazer consigo uma novidade para Miguel Oliveira. Depois de uma carreira a competir com o número 44, desta feita o piloto de 23 anos será forçado a trocar de número, pois Pol Espargaró, piloto oficial da KTM, já é o detentor do #44. Assim em 2019 veremos Oliveira com o #88 na carenagem da sua KTM RC16, um número que tem o simbolismo de representar o dobro daquele que sempre usou nas suas motos.
Miguel Oliveira já rola com a KTM RC16 #88 da Tech 3 Racing (MotoGP). Via
Miguel Oliveira torna-se assim no primeiro piloto português a tempo inteiro na categoria rainha do motociclismo de velocidade a nível mundial (Felisberto Teixeira chegou a competir no GP de Espanha de 1998 com uma Honda NSR V2 de 500cc), onde não deixará de demonstrar todas as suas qualidades junto dos grandes craques da modalidade e, quem sabe um dia, conquistar um título mundial ao mais alto nível. Talento não lhe falta.
Força Miguel!
Miguel Oliveira na Red Bull KTM Ajo (Moto2 2018). Via
“O vice-campeonato acaba por ser positivo, numa época marcada pela regularidade. Deixa-me feliz e marco também a história como um dos melhores pilotos que passou pela categoria intermédia. É um sentimento de grande orgulho, apesar de o objectivo de ser campeão não ter sido cumprido. Este foi um campeonato em que nunca baixei os braços, uma vez que saía quase sempre de uma posição desfavorável. O mais fácil, a cada domingo, seria desistir, mas fui sempre à luta”, refere o piloto português.
Foram 19 as corridas que fizeram parte do Campeonato do Mundo de Moto2 em 2018:
18 Março - GP Qatar (Cuircuito Losail) – 5.º lugar.
22
Abril - GP Américas (Circuito Américas) – 3.º lugar.
6
Maio - GP Espanha (Circuito Jerez de La Frontera) – 2.º lugar.
20
Maio - GP França (Circuito Le Mans) – 6.º lugar.
3
Junho - GP Itália (Circuito Mugello) – 1.º lugar.
1
Julho - GP Holanda (Circuito TT Assen) – 6.º lugar.
15 Julho - GP Alemanha (Circuito Sachsenring) – 4.º lugar.
15 Julho - GP Alemanha (Circuito Sachsenring) – 4.º lugar.
5
Agosto - GP República Checa (Circuito Brno) – 1.º lugar.
12
Agosto - GP Áustria (Circuito Red Bull Ring) – 2.º lugar.
26
Agosto - GP Grã-Bretanha (Circuito Silverstone) – Cancelado (chuva).
9
Setembro - GP S. Marino (Circuito Misano) – 2.º lugar.
23
Setembro - GP Aragón (Circuito Motorland Aragón) – 7.º lugar.
7
Outubro - GP Tailândia (Circuito Chang) – 3.º lugar.
21
Outubro - GP Japão (Circuito Twin Ring Motegi) – 3.º lugar.
28
Outubro - GP Austrália (Circuito Phillip Island) – 11.º lugar.
4
Novembro - GP Malásia (Circuito Sepang) – 2.º lugar.
18
Novembro - GP Valência (Circuito Ricardo Tormo) – 1.º lugar.Classificação final: 1.º Francesco Bagnaia (SKY Racing Team VR46 - Kalex), 306 pontos; 2.º Miguel Oliveira (Red Bull KTM Ajo - KTM), 297; 3.º Brad Binder (Red Bull KTM Ajo - KTM), 201; 4.º Alex Marquez (EG 0,0 Marc VDS - Kalex), 173; 5.º Lorenzo Baldassarri (Pons HP40 - Kalex), 162; etc.
Miguel Oliveira concluiu desta forma a sua prestação nas Moto2, onde permaneceu durante os últimos três anos, com um total de 21 pódios repartidos por 6 vitórias, 7 segundos lugares e 8 terceiros lugares, aos quais acrescem 2 poles e 4 voltas mais rápidas. Em 2019 tem início uma nova etapa na carreira do piloto luso com a subida à categoria de MotoGP com a KTM Tech 3 Racing, equipa satélite do construtor de Mattighofen. Oliveira terá como colega de equipa o malaio Hafizh Syahrin.
Miguel Oliveira assina com a KTM para as próximas duas temporadas de MotoGP (2019 e 2020). Via
Esta nova aventura irá trazer consigo uma novidade para Miguel Oliveira. Depois de uma carreira a competir com o número 44, desta feita o piloto de 23 anos será forçado a trocar de número, pois Pol Espargaró, piloto oficial da KTM, já é o detentor do #44. Assim em 2019 veremos Oliveira com o #88 na carenagem da sua KTM RC16, um número que tem o simbolismo de representar o dobro daquele que sempre usou nas suas motos.
Miguel Oliveira já rola com a KTM RC16 #88 da Tech 3 Racing (MotoGP). Via
Miguel Oliveira torna-se assim no primeiro piloto português a tempo inteiro na categoria rainha do motociclismo de velocidade a nível mundial (Felisberto Teixeira chegou a competir no GP de Espanha de 1998 com uma Honda NSR V2 de 500cc), onde não deixará de demonstrar todas as suas qualidades junto dos grandes craques da modalidade e, quem sabe um dia, conquistar um título mundial ao mais alto nível. Talento não lhe falta.
Força Miguel!
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