Para os puros e duros motociclistas ibéricos que não têm medo do frio, eis
que chega a primeira grande reunião do ano, a 32.ª Concentración Motera Pingüinos.
Via
Já com um longo historial que remonta a 1982, o ano da sua primeira edição,
a maior concentração invernal do mundo é organizada pelo Club Turismoto e decorre
habitualmente no segundo fim-de-semana do mês de Janeiro na região de Valladolid,
mais precisamente em Puente Duero.
Para além das habituais actividades associadas a estes eventos, um dos
pontos altos da concentração é sem dúvida o desfile das tochas no Sábado à
noite, que culmina com uma grande sessão de fogo-de-artifício e com a queima da
“Pilha do Pinguim”, que vai arder em homenagem a todos os motociclistas que já não
se encontram entre nós.
Para os interessados, aqui fica o programa desta 32.ª edição e as indicações para chegar ao local.
Mais informações
no sítio do Club
Turismoto.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Ano novo, regras novas
A chegada do novo ano de 2013 trouxe novas regras para quem anda na
estrada, onde se destacam as novas categorias de carta de condução, os prazos
de validade e as idades de revalidação de títulos de condução, bem como um novo
modelo de carta de condução comunitária.
Via
O Decreto-Lei n.º 138/2012, de 5 de julho, introduziu diversas alterações ao Código da Estrada e aprovou o novo Regulamento da Habilitação Legal para Conduzir (RHLC), transpondo parcialmente para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 2006/126/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de dezembro, relativa à carta de condução (pode aceder aqui a uma apresentação das principais alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 138/2012).
O novo RHLC contém regras que entraram em vigor a 2 de novembro de 2012 e outras regras que passaram a vigorar a partir de 2 de Janeiro de 2013. Relativamente às duas rodas, destacam-se as seguintes:
– A1: Motociclos até 125cc, até 11 kW de potência e relação potência/peso até 0,1kW/kg. Triciclos até 15 kW.
– A2: Motociclos até 35 kW, relação potência/peso até 0,2 kW/kg, não derivados de versão com mais do dobro da sua potência máxima (pode ser obtida a partir dos 18 anos).
– A: Motociclos e triciclos de grande cilindrada (passa a ser obtida aos 24 anos, podendo contudo ser obtida a partir dos 20 anos pelos titulares de carta de condução da categoria A2, com pelo menos 2 anos de experiência).
Fonte: Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres
Via
O Decreto-Lei n.º 138/2012, de 5 de julho, introduziu diversas alterações ao Código da Estrada e aprovou o novo Regulamento da Habilitação Legal para Conduzir (RHLC), transpondo parcialmente para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 2006/126/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de dezembro, relativa à carta de condução (pode aceder aqui a uma apresentação das principais alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 138/2012).
O novo RHLC contém regras que entraram em vigor a 2 de novembro de 2012 e outras regras que passaram a vigorar a partir de 2 de Janeiro de 2013. Relativamente às duas rodas, destacam-se as seguintes:
- Deixa de existir o conceito de subcategoria de carta de condução, sendo inseridas/alteradas as categorias:
– A1: Motociclos até 125cc, até 11 kW de potência e relação potência/peso até 0,1kW/kg. Triciclos até 15 kW.
– A2: Motociclos até 35 kW, relação potência/peso até 0,2 kW/kg, não derivados de versão com mais do dobro da sua potência máxima (pode ser obtida a partir dos 18 anos).
– A: Motociclos e triciclos de grande cilindrada (passa a ser obtida aos 24 anos, podendo contudo ser obtida a partir dos 20 anos pelos titulares de carta de condução da categoria A2, com pelo menos 2 anos de experiência).
- São encurtados os prazos de validade para os títulos de condução. Assim, as novas idades de revalidação da carta de condução, aplicáveis apenas aos condutores que obtêm a carta pela primeira vez após 2 de janeiro de 2013, são aos 30, 40, 50, 60, 65 e 70 anos do condutor e depois de 2 em 2 anos, para as categorias AM, A1, A2 e A).
- Os novos prazos de validade só são aplicáveis às cartas emitidas pela primeira vez após 2 de janeiro de 2013, mantendo-se as cartas emitidas antes daquela data válidas pelo período delas constante, com excepção das cartas de condução das categorias A1 e A cujo prazo de validade continua a situar-se nas datas em que os seus titulares perfaçam 50 ou 60 anos, independentemente do prazo inscrito na carta de condução.
- A revalidação pode ser administrativa (aos 30 e aos 40 anos do titular das categorias AM, A1, A2 e A) ou obrigatoriamente precedida de exame médico e de exame psicológico (quando exigido), já definida pelo anterior RHLC (a partir dos 50 anos para os titulares das categorias AM, A1, A2 e A).
Fonte: Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Dakar 2013
Com início marcado para o dia 5 de Janeiro de 2013 na terra dos Incas, a grande
caravana de motas, carros e camiões sairá para a estrada (ou melhor para a
terra) para cumprir a 5.ª edição em solo Sul-Americano da maior e mais
mediática competição de todo-o-terreno do planeta.
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Com a conclusão da prova prevista para o dia 20 de Janeiro, o percurso delineado pela organização para o Dakar 2013 percorrerá os mesmos três países que foram atravessados em 2012, embora não pela mesma ordem, ou seja, o Peru (partida de Lima), a Argentina (descanso em San Miguel de Tucumán) e o Chile (chegada a Santiago), num total de mais de 8.000 km repartidos por 14 etapas.
Percurso. Via
Etapas. Via
Nas duas rodas, a representação lusa está muito bem entregue aos bravos pilotos Hélder Rodrigues (Honda CRF450 Rally n.º 3), com estatuto de chefe-de-fila no regresso da HRC, após ter deixado a Yamaha, Rúben Faria (KTM 450 Rallye n.º 11), novamente como “mochileiro” de Cyril Després, o seu chefe-de-fila na equipa Red Bull KTM, Paulo “Speedy” Gonçalves (Husqvarna TE449 Rally n.º 20), um dos dois chefes-de-fila da equipa italo-germânica Husqvarna Speed Brain, Pedro Bianchi Prata (Husqvarna TE449 Rally n.º 44), com a sua equipa Team Bianchi Prata a tentar angariar apoios, e Mário Patrão (Suzuki RM-Z 450 n.º 103), Penta-Campeão Nacional de Todo-o-Terreno que faz agora a sua estreia no Dakar.
Apesar da enorme qualidade de todos estes pilotos, a grande esperança de uma classificação de topo (leia-se o pódio ou, porque não, a vitória) recai naturalmente em Hélder Rodrigues, fruto das suas excelentes classificações nas anteriores edições do Dakar (3.º lugar em 2012 e 3.º lugar em 2011) e em provas do “mundial de Todo-o-Terreno”, onde foi Campeão do Mundo de Ralis TT em 2011.
Ainda em relação aos portugueses mas agora nas quatro rodas, uma palavra final para a dupla Carlos Sousa/Miguel Ramalho (Great Wall n.º 308), que terá como mais-valia a grande experiência do piloto de Almada, que já vai na sua 14.ª participação no Dakar (com um total de 5 vitorias em etapas e um 4.º lugar em 2003 como melhor classificação), para obter um bom resultado final.
Boa sorte para todos.
Fonte: Dakar
Via
Com a conclusão da prova prevista para o dia 20 de Janeiro, o percurso delineado pela organização para o Dakar 2013 percorrerá os mesmos três países que foram atravessados em 2012, embora não pela mesma ordem, ou seja, o Peru (partida de Lima), a Argentina (descanso em San Miguel de Tucumán) e o Chile (chegada a Santiago), num total de mais de 8.000 km repartidos por 14 etapas.
Percurso. Via
Etapas. Via
Nas duas rodas, a representação lusa está muito bem entregue aos bravos pilotos Hélder Rodrigues (Honda CRF450 Rally n.º 3), com estatuto de chefe-de-fila no regresso da HRC, após ter deixado a Yamaha, Rúben Faria (KTM 450 Rallye n.º 11), novamente como “mochileiro” de Cyril Després, o seu chefe-de-fila na equipa Red Bull KTM, Paulo “Speedy” Gonçalves (Husqvarna TE449 Rally n.º 20), um dos dois chefes-de-fila da equipa italo-germânica Husqvarna Speed Brain, Pedro Bianchi Prata (Husqvarna TE449 Rally n.º 44), com a sua equipa Team Bianchi Prata a tentar angariar apoios, e Mário Patrão (Suzuki RM-Z 450 n.º 103), Penta-Campeão Nacional de Todo-o-Terreno que faz agora a sua estreia no Dakar.
Apesar da enorme qualidade de todos estes pilotos, a grande esperança de uma classificação de topo (leia-se o pódio ou, porque não, a vitória) recai naturalmente em Hélder Rodrigues, fruto das suas excelentes classificações nas anteriores edições do Dakar (3.º lugar em 2012 e 3.º lugar em 2011) e em provas do “mundial de Todo-o-Terreno”, onde foi Campeão do Mundo de Ralis TT em 2011.
Ainda em relação aos portugueses mas agora nas quatro rodas, uma palavra final para a dupla Carlos Sousa/Miguel Ramalho (Great Wall n.º 308), que terá como mais-valia a grande experiência do piloto de Almada, que já vai na sua 14.ª participação no Dakar (com um total de 5 vitorias em etapas e um 4.º lugar em 2003 como melhor classificação), para obter um bom resultado final.
Boa sorte para todos.
Fonte: Dakar
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Boas Festas 2012
Quero
desejar a todos os motociclistas um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo de 2013,
esperando que não se confirmem as previsões de (mais) um annus horribilis para os amantes das duas rodas e não só.
Via
Com a ameaça das IPO (Inspeções Periódicas Obrigatórias) a pairar sobre as nossas cabeças, pelo menos parece que vamos beneficiar de 30% de desconto nas portagens das ex-SCUT, à semelhança do que já acontece nas auto-estradas. Ainda falta é corrigir a injustiça da portagem da Ponte Vasco da Gama...
Boas festas e boas curvas... sempre!
Via
Com a ameaça das IPO (Inspeções Periódicas Obrigatórias) a pairar sobre as nossas cabeças, pelo menos parece que vamos beneficiar de 30% de desconto nas portagens das ex-SCUT, à semelhança do que já acontece nas auto-estradas. Ainda falta é corrigir a injustiça da portagem da Ponte Vasco da Gama...
Boas festas e boas curvas... sempre!
sábado, 22 de dezembro de 2012
Max Biaggi sai em alta
Após a
conquista do “Mundial” de SBK deste ano, o piloto italiano Massimiliano “Max” Biaggi, actualmente
com 41 anos de idade, anunciou o final da sua brilhante carreira desportiva ao
mais alto nível nas duas rodas, numa conferência de imprensa realizada no
passado dia 7 de Novembro no circuito onde tudo começou, Vallelunga.
Amado por muitos e odiado por outros tantos, o “Imperador Romano” foi Campeão do Mundo por 6 vezes (4 em 250cc e 2 em SBK). Biaggi fica também conhecido pelo seu feitio algo complicado, que originou algumas relações conflituosas com a imprensa, com equipas técnicas e com outros pilotos, sendo talvez a mais famosa, a sua rivalidade com o piloto Valentino Rossi.
A despedida de Max Biaggi. Via
Enquanto jovem, o sonho de Max Biaggi era ser jogador de futebol da AS Roma. Contudo, em 1988 apaixonou-se pelas motos quando um amigo o convidou a correr no circuito local de Vallelunga, onde os seus dotes naturais vieram à tona conforme foi progredindo na Produção Sport italiana (campeão em 1990 na categoria de sub-21 com a Aprilia AF1 125cc), Campeonato de Itália de 125cc e Campeonato da Europa de 250cc (Aprilia), que venceu em 1991.
Mundial de 250cc com a Aprilia RS 250 (1992). Via
Já com 20 anos de idade, participa nesse mesmo ano em provas do Campeonato do Mundo de 250cc com a Aprilia RS, onde alinha em 4 corridas. Um ano mais tarde vence pela primeira vez (na África do Sul), terminando a temporada em 5º. De 1992 a 1997, Biaggi somou 33 poles, 29 vitórias e foi coroado Campeão do Mundo por 4 vezes consecutivas, em 1994 (Aprilia), 1995 (Aprilia), 1996 (Aprilia) e 1997 (Honda).
Com Barry Sheene (1994). Via
Mundial de 250cc com a Aprilia RS 250 (1995). Via
Em 1998 dá o salto para a classe rainha da velocidade com a Honda NSR 500cc, terminando em segundo (logo atrás de Mick Doohan) no seu ano de estreia. Durante as três épocas seguintes, agora com a Yamaha YZR 500cc, terminou sempre dentro dos quatro primeiros lugares e somou mais 15 poles e 8 vitórias. No ano de 2002 as “velhas” 500cc a 2T cedem o lugar às mais “ecológicas” MotoGP a 4T, mantendo-se Biaggi na Yamaha com a YZR-M1 no ano de estreia (4 poles e 2 vitórias) para ingressar novamente na Honda com a RC211V até 2005, somando mais 4 poles e 3 vitórias.
Mundial de 500cc com a Yamaha YZR 500 (1999). Via
Mundial de MotoGP com a Honda RC211V (2005). Via
Depois de 8 temporadas na classe rainha do motociclismo de velocidade e apesar de ter sido Vice-campeão por três vezes (1998, 2001 e 2002), Max Biaggi nunca conseguiu reclamar a tão desejada coroa de Campeão do Mundo, facto este que ainda se tornou mais notório face aos 7 títulos conquistados pelo seu grande rival Valentino Rossi, repartidos entre 500cc (2001) e MotoGP (2002, 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009).
Max Biaggi versus Valentino Rossi (2002) – As aparências iludem... Via
Max Biaggi versus Valentino Rossi (2004). Via
No final da temporada de 2005 Max Biaggi deixa o Mundial de Velocidade e aponta baterias para o competitivo Mundial de Superbikes, tentado chegar a acordo com a equipa Alstare Suzuki para 2006, o que não foi conseguido, acabando por ter que passar por um ano sabático.
O ano de 2007 marca o regresso de “Il Corsaro” à competição, precisamente no Mundial de Superbikes e com a equipa Alstare Suzuki. Nessa temporada de estreia em SBK, o italiano terminou em 3º no campeonato, conquistando 3 vitórias num total de 17 pódios. Em 2008 e aos comandos de uma Ducati 1098RS da equipa Sterilgarda / Go Eleven, Biaggi não conseguiu melhor que o 7º posto final, acabando por obter 7 pódios mas sem nenhuma vitória.
Mundial de Superbikes com a Suzuki GSX 1000-R (2007). Via
Mundial de Superbikes com a Ducati 1098RS (2008). Via
Até que chegamos a 2009, ano em que a Aprilia anuncia o regresso ao Mundial de Superbikes e, Max Biaggi foi o escolhido pela marca de Noale para liderar a equipa. Nessa temporada de estreia com a Aprilia RSV4 Factory, Biaggi terminou o ano em 4º na classificação de pilotos (com 9 pódios e 1 vitória), mantendo-se como principal piloto da equipa na temporada seguinte. Em 2010 e com Aprilia Alitalia, os tifosi vibraram com os bons resultados e performances convincentes por parte do já veterano piloto romano, que conquistou o 1º título de SBK (2 poles, 14 pódios e 10 vitórias), renovando com a marca italiana por mais dois anos, até final de 2012, ano em que conquista o seu 2º título de SBK somando 1 pole, 11 pódios e 5 vitórias.
Mundial de Superbikes com a Aprilia RSV4 Factory (2010). Via
Mundial de Superbikes com a Aprilia RSV4 Factory (2012). Via
A longa carreira de “Mad Max” deixa alguns registos importantes: foi o único piloto a vencer na primeira corrida em que participou no Mundial de Velocidade na categoria 500cc e também na sua primeira corrida no Mundial de Superbikes. Além disso, foi o primeiro e único piloto italiano a sagrar-se campeão de SBK. Para além de Troy Bayliss em 2008, Max Biaggi é o outro único piloto a decidir retirar-se como campeão em SBK.
Mundial de Velocidade
Via
Via
Mundial de Superbikes
Via
Max Biaggi – Um grande Campeão. Via
Fontes: Motociclismo, MotoGP e World SBK
Amado por muitos e odiado por outros tantos, o “Imperador Romano” foi Campeão do Mundo por 6 vezes (4 em 250cc e 2 em SBK). Biaggi fica também conhecido pelo seu feitio algo complicado, que originou algumas relações conflituosas com a imprensa, com equipas técnicas e com outros pilotos, sendo talvez a mais famosa, a sua rivalidade com o piloto Valentino Rossi.
A despedida de Max Biaggi. Via
Enquanto jovem, o sonho de Max Biaggi era ser jogador de futebol da AS Roma. Contudo, em 1988 apaixonou-se pelas motos quando um amigo o convidou a correr no circuito local de Vallelunga, onde os seus dotes naturais vieram à tona conforme foi progredindo na Produção Sport italiana (campeão em 1990 na categoria de sub-21 com a Aprilia AF1 125cc), Campeonato de Itália de 125cc e Campeonato da Europa de 250cc (Aprilia), que venceu em 1991.
Mundial de 250cc com a Aprilia RS 250 (1992). Via
Já com 20 anos de idade, participa nesse mesmo ano em provas do Campeonato do Mundo de 250cc com a Aprilia RS, onde alinha em 4 corridas. Um ano mais tarde vence pela primeira vez (na África do Sul), terminando a temporada em 5º. De 1992 a 1997, Biaggi somou 33 poles, 29 vitórias e foi coroado Campeão do Mundo por 4 vezes consecutivas, em 1994 (Aprilia), 1995 (Aprilia), 1996 (Aprilia) e 1997 (Honda).
Com Barry Sheene (1994). Via
Mundial de 250cc com a Aprilia RS 250 (1995). Via
Em 1998 dá o salto para a classe rainha da velocidade com a Honda NSR 500cc, terminando em segundo (logo atrás de Mick Doohan) no seu ano de estreia. Durante as três épocas seguintes, agora com a Yamaha YZR 500cc, terminou sempre dentro dos quatro primeiros lugares e somou mais 15 poles e 8 vitórias. No ano de 2002 as “velhas” 500cc a 2T cedem o lugar às mais “ecológicas” MotoGP a 4T, mantendo-se Biaggi na Yamaha com a YZR-M1 no ano de estreia (4 poles e 2 vitórias) para ingressar novamente na Honda com a RC211V até 2005, somando mais 4 poles e 3 vitórias.
Mundial de 500cc com a Yamaha YZR 500 (1999). Via
Mundial de MotoGP com a Honda RC211V (2005). Via
Depois de 8 temporadas na classe rainha do motociclismo de velocidade e apesar de ter sido Vice-campeão por três vezes (1998, 2001 e 2002), Max Biaggi nunca conseguiu reclamar a tão desejada coroa de Campeão do Mundo, facto este que ainda se tornou mais notório face aos 7 títulos conquistados pelo seu grande rival Valentino Rossi, repartidos entre 500cc (2001) e MotoGP (2002, 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009).
Max Biaggi versus Valentino Rossi (2002) – As aparências iludem... Via
Max Biaggi versus Valentino Rossi (2004). Via
No final da temporada de 2005 Max Biaggi deixa o Mundial de Velocidade e aponta baterias para o competitivo Mundial de Superbikes, tentado chegar a acordo com a equipa Alstare Suzuki para 2006, o que não foi conseguido, acabando por ter que passar por um ano sabático.
O ano de 2007 marca o regresso de “Il Corsaro” à competição, precisamente no Mundial de Superbikes e com a equipa Alstare Suzuki. Nessa temporada de estreia em SBK, o italiano terminou em 3º no campeonato, conquistando 3 vitórias num total de 17 pódios. Em 2008 e aos comandos de uma Ducati 1098RS da equipa Sterilgarda / Go Eleven, Biaggi não conseguiu melhor que o 7º posto final, acabando por obter 7 pódios mas sem nenhuma vitória.
Mundial de Superbikes com a Suzuki GSX 1000-R (2007). Via
Mundial de Superbikes com a Ducati 1098RS (2008). Via
Até que chegamos a 2009, ano em que a Aprilia anuncia o regresso ao Mundial de Superbikes e, Max Biaggi foi o escolhido pela marca de Noale para liderar a equipa. Nessa temporada de estreia com a Aprilia RSV4 Factory, Biaggi terminou o ano em 4º na classificação de pilotos (com 9 pódios e 1 vitória), mantendo-se como principal piloto da equipa na temporada seguinte. Em 2010 e com Aprilia Alitalia, os tifosi vibraram com os bons resultados e performances convincentes por parte do já veterano piloto romano, que conquistou o 1º título de SBK (2 poles, 14 pódios e 10 vitórias), renovando com a marca italiana por mais dois anos, até final de 2012, ano em que conquista o seu 2º título de SBK somando 1 pole, 11 pódios e 5 vitórias.
Mundial de Superbikes com a Aprilia RSV4 Factory (2010). Via
Mundial de Superbikes com a Aprilia RSV4 Factory (2012). Via
A longa carreira de “Mad Max” deixa alguns registos importantes: foi o único piloto a vencer na primeira corrida em que participou no Mundial de Velocidade na categoria 500cc e também na sua primeira corrida no Mundial de Superbikes. Além disso, foi o primeiro e único piloto italiano a sagrar-se campeão de SBK. Para além de Troy Bayliss em 2008, Max Biaggi é o outro único piloto a decidir retirar-se como campeão em SBK.
Mundial de Velocidade
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Mundial de Superbikes
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Max Biaggi – Um grande Campeão. Via
Fontes: Motociclismo, MotoGP e World SBK
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