quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Forma Adventure Low

Não há dúvida que andar de moto com equipamento adequado é imprescindível para garantir a segurança do condutor (e passageiro). Simultaneamente, a utilização de um bom equipamento permite aumentar o nível de conforto aos seus comandos, tanto nas grandes viagens como em situações climatéricas mais exigentes.

Vem isto a propósito da necessidade de renovar as minhas antigas e já cansadas botas Prexport de estrada (não me recordo do modelo mas não são muito diferentes das actuais San Marco), adquiridas há quase duas décadas mas utilizadas maioritariamente nas viagens mais longas. No entanto, a passagem do tempo foi deixando a sua marca e chegou a altura de voltar a olhar para as opções do mercado.

Para adequar o novo calçado ao estilo de condução da minha actual moto e para me ajudar a explorar alguns maus (bons) caminhos, os modelos de aventura foram desta vez os preferidos em detrimento dos modelos de estrada. 

Desde logo, as botas TCX Baja Mid WP chamaram a minha atenção pelo design e qualidade do produto, reflectido num preço acima dos 200 €. Mas depois de as ter experimentado não me senti confortável com elas calçadas. É um modelo robusto mas bastante rijo, que me magoa no peito do pé, bem como na zona da barriga da perna através da extremidade superior do cano. Decididamente não são as mais adequadas para mim!

Em alternativa, experimentei umas muito parecidas Forma Adventure Low e desta vez sim, gostei da sensação de segurança e conforto que estas botas proporcionam, sem apresentarem qualquer tipo de constrangimento para os meus pés e pernas. E o seu preço até era mais simpático, abaixo dos 200 €. Estavam assim escolhidas as novas botas. 

Forma Adventure Low Brown (FORC50W). 

Aqui ficam as suas principais características:

Exterior 

– Parte superior em couro oleado.
– Sola em borracha de dupla densidade anti-derrapante. 
– Protectores laterais em plástico injectado.
– Protecção em plástico na zona do selector de mudanças. 
– Fecho de velcro ajustável. 
– Fivelas em plástico GH ajustáveis e substituíveis.

Interior

– Membrana tubular Drytex personalizada (à prova de água e respirável).
– Protectores de tornozelo em plástico TPU moldado.
– Acolchoamento por polímero macio com espuma de memória. 
– PP Mid Dual Flex com entressola anti-choque em EVA. 
– Palmilha substituível antibacteriana com A.P.S. (Air Pump System).

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Visto por aí #16

Durante o fim-de-semana das corridas do FIM Superside - Sidecar World Championship realizadas no Autódromo do Estoril em Outubro de 2019, outro tipo de máquina bem diferente captou a minha atenção junto do aceso à Bancada A. Tratava-se de uma Puch VS 50 L de 1967, substancialmente alterada a nível mecânico, provavelmente pertencente a uma das equipas presentes no circuito.

Puch VS 50 L de 1967, vista no Autódromo do Estoril (Outubro de 2019). 

A marca Puch foi fundada em 1899, pelo industrial Johann Puch, com sede na cidade de Graz, na Áustria (antigo Império Austro-Húngaro). A sua produção abrangeu diversos veículos de duas e de quatro rodas, desde as bicicletas aos automóveis, passando pelos velocípedes a motor (mopeds), scooters e motos.

Em 1928, a então designada Puchwerke fundiu-se com a Austro Daimler e tornou-se parte da Austro Daimler-Puchwerke. Esta nova empresa por sua vez fundiu-se com a Steyr-Werke em 1934, passando a ser uma das subsidiárias do grupo Steyr-Daimler-Puch. Apesar de todas estas fusões, a Puch continuou a fabricar veículos em nome próprio.

No período pós Segunda Guerra Mundial, especialmente desde a década de 1950 até meados da década de 1970, assistiu-se na Europa a um acentuado aumento na produção de bicicletas e velocípedes a motor. É durante esta fase que surge, entre outros, o modelo VS 50 L (1957-1975), herdeiro da tecnologia desenvolvida com o modelo MS 50 apresentado em 1954. Vinha equipada com um motor monocilíndrico de 48,8 cc a 2t arrefecido por ventilador (turbina), com uma potência de 1,7 hp às 4.700 rpm, caixa manual de duas velocidades e um peso de 160 kg. Atingia uma velocidade máxima de cerca de 40 km/h.