segunda-feira, 9 de julho de 2018

Visto por aí #14

A 3.ª edição do Lisbon Motorcycle Film Fest decorreu durante o primeiro fim-de-semana do mês de Junho e uma vez mais concentrou um elevado número de motos junto ao edifício do Cinema São Jorge. Entre elas encontrava-se esta impecável Honda CB500T de 1975/76:

Honda CB500T de 1975/76, vista em Lisboa (Junho de 2018). 

Derivada da Honda CB450K7 de 1974 (a CB450 é considerada a primeira das máquinas de grande cilindrada da Honda que acabaram por colocar a indústria Britânica em perigo nos anos 70), a Honda CB500T foi comercializada em 1975/76 e vinha equipada com um motor bicilíndrico paralelo DOHC de 498 cm3 de refrigeração a ar, com 34 bhp às 8.500 rpm e caixa de 5 velocidades. Os seus 193 kg (a seco) permitiam atingir uma velocidade máxima de 163 km/h. 

Quase 20 anos mais tarde, em 1993, a Honda lançou uma nova 500cc com motor bicilíndrico paralelo DOHC, a CB500 Twin, modelo que se tornou num verdadeiro ícone graças à sua fiabilidade, agilidade, versatilidade e facilidade de condução.
Devido à exigência da norma Euro-2, em 2004 a CB500 Twin foi transformada em CBF500, a qual foi descontinuada após 2007 com a entrada em vigor da Euro-3.
Coincidindo com a nova regulamentação europeia para as licenças de condução, em 2013 surgiu um novo modelo que foi subdividido em três, a utilitária CB500F, a desportiva CBR500R e a aventureira CB500X.

A Honda CB500 é um modelo que me diz muito, uma vez que a minha primeira moto foi precisamente uma CB500 Twin de 1996 (modelo com travão traseiro de tambor) que adquiri em segunda mão em Agosto de 1998. Foi aos seus comandos que me iniciei neste fantástico mundo das duas rodas, acumulando alguns quilómetros e experiência que alguns anos mais tarde me permitiram partir para outros voos.

terça-feira, 3 de julho de 2018

José Pinto RIP

O jornalismo automóvel nacional perdeu ontem um dos seus maiores nomes, com José Pinto a deixar-nos aos 70 anos.

Foi autor e apresentador de vários magazines dedicados ao desporto motorizado, com destaque para o emblemático ‘Rotações’, um programa emitido durante vários anos na RTP2 dedicado aos veículos de duas e de quatro rodas, com reportagens sobre competições motorizadas realizadas em Portugal e no resto do mundo, bem como um olhar sobre as novidades do mercado automóvel. 

José Pinto e o ensaio da Honda VFR 800 Fi de 1998 no programa ‘Rotações’. Via 

Sendo um enorme apaixonado por carros e pelas corridas, José Pinto era uma cara e voz sobejamente conhecida de todos os telespetadores, pois para além dos seus programas na televisão pública foi também comentador regular das corridas de Fórmula 1 ao lado de Adriano Cerqueira, outro grande nome do jornalismo automóvel nacional. 

Tinha igualmente uma grande paixão pelos veículos clássicos, participando inclusive em ralis de carros antigos com um Ford A de 1928. 

O ex-apresentador da RTP tinha sofrido, há cerca de um ano, um AVC. 

R.I.P.