No passado dia 7 de Agosto faleceu Carlos Teixeira, vítima de
um despiste de mota em Lisboa que, apesar da sua atitude calma e cuidadosa, não
conseguiu evitar.
Figura conhecida e admirada do motociclismo nacional em geral e lisboeta
em particular, o sorridente Carlos da Moto Ponto
foi uma referência na forma dedicada e descontraída de bem servir os
motociclistas, na área dos acessórios e do equipamento para as duas rodas.
Com a sua Bonnie à porta da
Moto Ponto. Via
Pessoalmente, conheci o Carlos no ano de 1999 quando me desloquei às
instalações da Moto Ponto na Junqueira para adquirir um suporte de top case e um ecrã para a minha primeira
mota, uma Honda
CB500 de 1996 que comprei em segunda mão.
Sempre com grande disponibilidade, cordialidade e respeito para com os
seus clientes (qualidades cada vez mais raras nos dias de hoje, infelizmente), a
verdade é que me senti como se estivesse em casa de um amigo, tal o à-vontade
com que me ajudou a esclarecer algumas dúvidas, como de seguida contava uma
história engraçada relacionada com as motas.
É claro que voltei à sua loja quando, mais tarde, precisei de
adquirir equipamento pessoal, que se traduziu num blusão, numas luvas de
inverno, numas calças e numas botas.
Seguiu-se
o equipamento da minha companheira de viagens, na forma de um capacete
integral, um blusão e umas luvas.
A última vez que falei com o Carlos foi durante a compra do meu capacete
modular e, após uma deslocação à recém-inaugurada loja em Algés, acabei por
voltar à original loja da Junqueira (o seu “cantinho”) onde me ajudou a
escolher o capacete
que melhor se adaptava às minhas necessidades.
O Tom Vitoín, personagem de BD criada por Luís
Pinto-Coelho, também se equipou na loja do Carlos (uma demonstração de apreço do autor, incluído no álbum “As odisseias de um
Motard N.º 4”).
Através da sua boa disposição e empatia, o Carlos contagiava todos os
que com ele contactavam.
Com Miguel Oliveira no
Aeroporto da Portela (Lisboa), na recepção ao piloto nacional após a sua
histórica vitória
no GP Itália de Moto3. Via
São situações como esta que nos fazem “descer à terra” e reflectir sobre
os riscos que corremos cada vez que nos sentamos nas nossas motas... E nunca é
demais lembrar aquela máxima que diz “mais vale perder um minuto na vida, do
que a vida num minuto”!
R.I.P.