segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Visto por aí #1

Quais animais selvagens nos seus habitats naturais, a forma mais autêntica de observar os veículos de duas rodas com motor é seguramente nos seus ambientes naturais, sejam eles ciclomotores ou motociclos “à solta” em pisos de terra ou de asfalto...

Dos mais exóticos aos mais tradicionais, alguns inclusive em vias de extinção, todos eles desempenham o seu papel no dia-a-dia e são parte integrante na diversidade da fauna motociclística existente, devendo por isso ser reconhecidos e admirados quer pelas suas características intrínsecas quer pelas suas particularidades. 

Considerações faunísticas à parte, o “visto por aí” começa com esta BMW R65 do início dos anos 80, estacionada numa rua da Capital e equipada com um original conjunto de side cases, composto por duas caixas de munições militares (!):

BMW R65 do início dos anos 80, vista em Lisboa (Agosto de 2015).

A R65 foi lançada pela BMW em 1978, funcionando como modelo de entrada da sua gama de motas, numa configuração roadster de média cilindrada acessível e fácil de conduzir. A produção deste modelo manteve-se até 1984.
Vem equipada com o conhecido motor Boxer de dois cilindros opostos horizontais refrigerado a ar, neste caso com 650cc e uma potência máxima na ordem dos 50hp.
Como é tradicional nas motas da marca bávara, a transmissão final é efetuada por veio.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

GP República Checa Moto3 - Miguel Oliveira em 8º

A corrida de Moto3 do Grande Prémio da República Checa teve um início conturbado. Logo na primeira volta Tatsuki Suzuki, Niklas Ajo, Philipp Oettl e Jules Danilo envolveram-se numa queda na curva 1, seguida de nova queda na curva 3 que envolveu Hiroki Ono, Andrea Locatelli, Gabriel Rodrigo e Lorenzo Dalla Porta. 

Devidos aos incidentes, a Direcção de Corrida interrompeu a prova onde Miguel Oliveira, apesar da sua 12.ª posição de partida, conseguiu realizar um excelente arranque que o colocava no grupo da frente.

Via 

Após o recomeço da prova, que teria apenas 12 voltas por completar, Miguel Oliveira conseguiu colocar-se no grupo da frente que, nas últimas voltas da corrida, era constituído por 10 pilotos (!). Este grupo presenteou-nos com mais um conjunto de clássicas lutas e trocas de posição constantes ao longo de toda a corrida. 

Depois de uma emocionante última volta, Niccoló Antonelli levou a melhor sobre a concorrência conquistando a sua primeira vitória em Moto3 à frente de Enea Bastianini e Brad Binder. Miguel Oliveira passou diversas vezes pela liderança da corrida mas o ritmo balístico da última volta deixou o piloto português relegado à oitava posição atrás de Efren Vasquez, Jorge Navarro, Romano Fenati e Danny Kent. Jakub Kornfeil e John Mcphee fecham os dez primeiros. 

Via 

A próxima prova do Campeonato do Mundo de Velocidade será o Grande Prémio da Grã-Bretanha, no circuito de Silverstone, que se realizará no último fim-de-semana de Agosto. 

Campeonato: 1.º Danny Kent (Leopard Racing - Honda), 199 pontos; 2.º Enea Bastianini (Gresini Racing Team Moto3 - Honda), 154; 3.º Romano Fenati (SKY Racing Team VR46 - KTM), 122; 4.º Miguel Oliveira (Red Bull KTM Ajo - KTM), 111; 5.º Efren Vazquez (Leopard Racing - Honda), 109; 6.º Brad Binder (Red Bull KTM Ajo - KTM), 99; 7.º Niccolò Antonelli (Ongetta-Rivacold - Honda), 94; 8.º Fabio Quartararo (Estrella Galicia 0,0 - Honda), 79; etc.  

Fonte: Motociclismo 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Carlos Teixeira RIP

No passado dia 7 de Agosto faleceu Carlos Teixeira, vítima de um despiste de mota em Lisboa que, apesar da sua atitude calma e cuidadosa, não conseguiu evitar.

Figura conhecida e admirada do motociclismo nacional em geral e lisboeta em particular, o sorridente Carlos da Moto Ponto foi uma referência na forma dedicada e descontraída de bem servir os motociclistas, na área dos acessórios e do equipamento para as duas rodas. 

Com a sua Bonnie à porta da Moto Ponto. Via 

Pessoalmente, conheci o Carlos no ano de 1999 quando me desloquei às instalações da Moto Ponto na Junqueira para adquirir um suporte de top case e um ecrã para a minha primeira mota, uma Honda CB500 de 1996 que comprei em segunda mão. 

Sempre com grande disponibilidade, cordialidade e respeito para com os seus clientes (qualidades cada vez mais raras nos dias de hoje, infelizmente), a verdade é que me senti como se estivesse em casa de um amigo, tal o à-vontade com que me ajudou a esclarecer algumas dúvidas, como de seguida contava uma história engraçada relacionada com as motas. 

É claro que voltei à sua loja quando, mais tarde, precisei de adquirir equipamento pessoal, que se traduziu num blusão, numas luvas de inverno, numas calças e numas botas.
Seguiu-se o equipamento da minha companheira de viagens, na forma de um capacete integral, um blusão e umas luvas.

A última vez que falei com o Carlos foi durante a compra do meu capacete modular e, após uma deslocação à recém-inaugurada loja em Algés, acabei por voltar à original loja da Junqueira (o seu “cantinho”) onde me ajudou a escolher o capacete que melhor se adaptava às minhas necessidades. 

O Tom Vitoín, personagem de BD criada por Luís Pinto-Coelho, também se equipou na loja do Carlos (uma demonstração de apreço do autor, incluído no álbum “As odisseias de um Motard N.º 4”). 

Através da sua boa disposição e empatia, o Carlos contagiava todos os que com ele contactavam.

Com Miguel Oliveira no Aeroporto da Portela (Lisboa), na recepção ao piloto nacional após a sua histórica vitória no GP Itália de Moto3. Via 

São situações como esta que nos fazem “descer à terra” e reflectir sobre os riscos que corremos cada vez que nos sentamos nas nossas motas... E nunca é demais lembrar aquela máxima que diz “mais vale perder um minuto na vida, do que a vida num minuto”! 

R.I.P.