quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Motorclássico 2014 #1/2

Tal como sucedeu em 2013 com a realização de diversos eventos “de peso” no mesmo fim-de-semana (Dia Nacional do Motociclista, Lisboa Motoshow e MotorClássico), este ano assistimos uma vez mais à calendarização simultânea de duas importantes exposições nacionais relacionadas com as duas rodas.
Assim, o primeiro fim-de-semana do passado mês de Abril foi palco da Expomoto – Feira de Motos, Acessórios e Equipamentos (Exposalão, Batalha) e do Motorclássico – Salão Internacional de Automóveis e Motociclos Clássicos (FIL, Lisboa).

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Relativamente ao Salão Motorclássico e segundo a organização, esta 10.ª edição recebeu mais de 40.000 visitantes durante os três dias do evento, onde para além dos 150 expositores presentes (com exposições temáticas ligadas ao centenário da marca Maserati, às motorizadas portuguesas Casal e aos veículos miliares clássicos), decorreram também vários eventos como concentrações e passeios de motos e automóveis, sessões de autógrafos, o Salão Motor Racing, dedicado ao mundo da competição e um leilão de clássicos & automobilia, realizado pela leiloeira Aqueduto, que levou à praça cerca de 150 lotes, entre automóveis, motociclos e outras peças de colecção relacionadas com o universo motorizado.

Foi então logo no final da tarde de sexta-feira, dia 4, que me desloquei ao Pavilhão 3 da Feira Internacional das Indústrias, no Parque das Nações junto ao Rio Tejo, para apreciar as belezas de duas e quatro rodas de outras épocas presentes neste Salão.
 
Ainda sem a habitual enchente do fim-de-semana, o ambiente era tranquilo e propício a uma visita descontraída e mais pormenorizada do Motorclássico.
Logo junto à entrada (entre os Pavilhões 2 e 3) encontrava-se uma exposição de motas clássicas organizada pelo Moto Clube do Montijo, onde podiam ser vistos diversos modelos, alguns bastante originais, de motas, motorizadas e scooters de estrada, bem como outros exemplares com características mais apropriadas ao “fora de estrada”.

Yamaha FS1 50cc (anos 70).

Honda P50 50cc a 4T (final dos anos 60), a última moped da marca com motor na roda.

Puch MS 50V 50cc (provavelmente dos anos 60).

Kreidler Florett K54 50cc de 3 velocidades (1961).

Puch City Automatic 50cc (1981).

Forvel Hodaka 125cc (final dos anos 70).

Yamaha RD250 250cc (anos 70).

Puch M125 a 2T (final dos anos 60, principio dos anos 70).

Solex Micron (1968-1974), a fusão entre uma (mini) scooter e uma Solex 3800 (motor), embora sem pedais.

Puch 175 SV 172cc a 2T de pistão duplo (final dos anos 50).

Macal Sport (anos 70), com motor Zündapp de 50cc.

Carnielli Motograziella (1968-1979), com motor Sachs 50cc.

Puch Roller 125 (final dos anos 50).

Bultaco Chispa 50, pequeno ciclomotor de trial da marca de Barcelona (1974-1982).

Montesa Enduro 250 H6 (final dos anos 70).

Yamaha GT 50 (anos 70), uma mini-enduro monocilindrica com carburador externo, admissão pelo cilindro e mistura através de válvula de palhetas "Torque Induction".

Honda XL125R “Paris Dakar” (anos 80).

Bultaco Alpina modelo 212 250cc (final dos anos 70).

Famel XF-17, o mítico modelo da marca de Águeda equipada com o motor Zündapp 50cc de 5 velocidades (décadas de 70 e 80).

Puch MiniCross TT 2.ª Série (início dos anos 80).

Jawa TS 350 “Twin Sport” tipo 638 (final dos anos 80, começo dos anos 90).

KTM Comet 504 S (início dos anos 70).

Kawasaki B1L 125cc a 2T (final dos anos 60, principio dos anos 70). 

Continua...

terça-feira, 19 de agosto de 2014

GP Indianápolis Moto3 - Miguel Oliveira em 7º

Miguel Oliveira conquistou o sétimo lugar em Indianápolis, no arranque da segunda metade do Campeonato do Mundo de Velocidade. O piloto português teve bom desempenho e terminou no grupo da frente, apenas a 1,3s do vencedor.

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Após um mês de interregno, o “Mundial” de Velocidade recomeçou nos EUA, com a décima das suas dezoito jornadas. Em Indianápolis, na classe Moto3 a qualificação voltou a ser madrasta para Miguel Oliveira, colocado apenas no 18.º lugar da grelha de partida, entre 33 pilotos. No entanto, em corrida voltou a fazer uma grande exibição, recuperando ao ponto de integrar o grupo de dez unidades que discutiu os lugares cimeiros na segunda metade da prova. 

Após a segunda curva, onde um piloto caiu e mais dois saíram de pista, Miguel Oliveira surgia já no 12.º posto, após bom arranque. Depois, a partir da quinta volta foi alternando entre 8.º e 9.º, na perseguição a um grupo de sete pilotos, distantes na dianteira em cerca de 3 segundos.

Pouco depois do meio da corrida, Oliveira e mais dois adversários conseguiram fazer a recolagem aos homens da frente, ficando então um compacto grupo de dez pilotos em luta cerrada. Nas últimas cinco voltas, o português rodou a maior parte do tempo em 7.º, ainda chegou a ser 5.º, mas acabou mesmo por cruzar a meta no 7.º lugar, a escassos 1,3s do vencedor, o espanhol Efren Vazquez.

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Com estes resultados, Miguel Oliveira manteve o 8.º lugar do Campeonato.

Campeonato: 1.º Jack Miller (KTM), 158 pontos; 2.º Efren Vazquez (Honda), 137; 3.º Alex Marquez (Honda), 133; 4.º Romano Fenati (KTM), 130; 5.º Alex Rins (Honda), 118; 6.º Alexis Masbou (Honda), 92; 7.º Isaac Viñales (KTM), 90; 8.º Miguel Oliveira (Mahindra), 62; etc.

Fonte: Federação de Motociclismo de Portugal