Estávamos em meados da década de 70 do século passado, uma época onde a
lei das ruas era ditada por gangues com fortes identidades étnicas e onde as
drogas, as armas e a violência faziam parte desse quotidiano.
O Japão dessa altura assistia à explosão de um movimento jovem e arruaceiro
denominado Bosozoku,
uma subcultura associada à customização de motas japonesas que se caracterizava
por misturar elementos das choppers americanas e das café racers britânicas de
uma forma bastante peculiar, dando origem a estranhos veículos.
Este movimento despertava o interesse da comunicação social.
Neste contexto, Mitsuo Yanagimachi realiza em 1976 o documentário God Speed You!
Black Emperor, filmado em pelicula de 16mm a preto e branco, com a duração
de 90 minutos.
O filme
acompanha um jovem membro do grupo “Black Emperors” no seu quotidiano, onde são
habituais os problemas com a polícia devido aos constantes distúrbios provocados
na via pública com as suas motas.
Via
Em 1994, o nome Godspeed You!
Black Emperor também despertou o interesse de uma banda post-rock
canadiana, que acabou por adoptá-lo como sua designação.
Mais recentemente, o tema Bosozoku
foi novamente retratado no documentário Sayonara Speed Tribes (2012),
de Jamie Morris, mostrando o declínio de uma das mais controversas subculturas
japonesas.
Aqui fica na íntegra o documentário God
Speed You! Black
Emperor:
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Royal Enfield Musket V-twin
A icónica marca Royal
Enfield é uma das mais antigas que ainda se mantêm em actividade nos dias
de hoje, e embora tenha passado a ser totalmente concebida em Chennai (India)
desde 1995, conserva todo o carisma e o lema "Made like a gun, goes like a bullet” dos originais modelos
britânicos.
Via
As suas principais características são sem dúvida a simplicidade de construção e o motor monocilíndrico de 500cc refrigerado a ar, que apesar de ter fama de ser robusto e um verdadeiro “pau para toda a obra”, decididamente não alimenta o sonho dos mais ávidos por velocidade e emoções fortes.
Via
Certamente que muitos entusiastas pela mecânica já devem ter colocado a questão de como melhorar a performance destas motas, sem perder a fiabilidade e o estilo clássico que lhe estão normalmente associados. Aniket Vardhan, um indiano nascido e criado em Delhi mas actualmente radicado nos EUA, encontrou uma solução para este problema.
Como não é possível alterar a cilindrada do motor de produção sem modificar os seus componentes internos com peças que não são de origem, Vardhan resolveu juntar dois motores de série num só, numa configuração em ‘V’, criando a Musket V-twin.
Via
Tudo começou em 1999 quando Vardhan deixou a sua terra natal para ir tirar um Mestrado em Design Industrial nos EUA, e, simultaneamente, ficar perto do som dos carismáticos V-twins das Harley-Davidson de que tanto gosta. À medida que os anos foram passando e já como professor, foi desenvolvendo o conceito V-twin que começou com um motor de 700cc a 70º (dois monocilíndricos de 350cc) e que evoluiu para os actuais 998cc a 59º, que garantem uma resposta mais solícita ao rodar do punho do acelerador.
Musket V-twin 700cc e 998cc. Via
Mas Aniket Vardhan não se ficou “apenas” pela concepção e desenvolvimento de um protótipo, dedicando-se agora de corpo e alma à execução deste projecto, no qual supervisiona inclusive o processo de fabricação das suas peças, nomeadamente os moldes para fundição, a maquinação, o polimento e a montagem final para garantir que tudo fica perfeito.
Via
Ao nível da ciclística, esta Musket V-twin tem por base uma Royal Enfield Bullet 500 de 2002, mantendo a clássica configuração de berço simples tubular em aço onde o motor é parte integrante da estrutura, com as adaptações necessárias para acomodar o novo V-twin com o respectivo sistema de escape.
Via
Aqui ficam algumas imagens da Musket V-twin em acção:
Aniket Vardhan descreve a Musket V-twin como “um empreendimento um pouco ridículo”, mas na realidade é tudo menos isso. É, isso sim, um grande feito de engenharia (apesar de não ser caso único: Norcroft e Carberry), com o resultado final a superar inclusive o nível de acabamento dos modelos produzidos pela própria Royal Enfield.
Via
Fonte: Bike EXIF
Via
As suas principais características são sem dúvida a simplicidade de construção e o motor monocilíndrico de 500cc refrigerado a ar, que apesar de ter fama de ser robusto e um verdadeiro “pau para toda a obra”, decididamente não alimenta o sonho dos mais ávidos por velocidade e emoções fortes.
Via
Certamente que muitos entusiastas pela mecânica já devem ter colocado a questão de como melhorar a performance destas motas, sem perder a fiabilidade e o estilo clássico que lhe estão normalmente associados. Aniket Vardhan, um indiano nascido e criado em Delhi mas actualmente radicado nos EUA, encontrou uma solução para este problema.
Como não é possível alterar a cilindrada do motor de produção sem modificar os seus componentes internos com peças que não são de origem, Vardhan resolveu juntar dois motores de série num só, numa configuração em ‘V’, criando a Musket V-twin.
Via
Tudo começou em 1999 quando Vardhan deixou a sua terra natal para ir tirar um Mestrado em Design Industrial nos EUA, e, simultaneamente, ficar perto do som dos carismáticos V-twins das Harley-Davidson de que tanto gosta. À medida que os anos foram passando e já como professor, foi desenvolvendo o conceito V-twin que começou com um motor de 700cc a 70º (dois monocilíndricos de 350cc) e que evoluiu para os actuais 998cc a 59º, que garantem uma resposta mais solícita ao rodar do punho do acelerador.
Musket V-twin 700cc e 998cc. Via
Mas Aniket Vardhan não se ficou “apenas” pela concepção e desenvolvimento de um protótipo, dedicando-se agora de corpo e alma à execução deste projecto, no qual supervisiona inclusive o processo de fabricação das suas peças, nomeadamente os moldes para fundição, a maquinação, o polimento e a montagem final para garantir que tudo fica perfeito.
Via
Ao nível da ciclística, esta Musket V-twin tem por base uma Royal Enfield Bullet 500 de 2002, mantendo a clássica configuração de berço simples tubular em aço onde o motor é parte integrante da estrutura, com as adaptações necessárias para acomodar o novo V-twin com o respectivo sistema de escape.
Via
Aqui ficam algumas imagens da Musket V-twin em acção:
Aniket Vardhan descreve a Musket V-twin como “um empreendimento um pouco ridículo”, mas na realidade é tudo menos isso. É, isso sim, um grande feito de engenharia (apesar de não ser caso único: Norcroft e Carberry), com o resultado final a superar inclusive o nível de acabamento dos modelos produzidos pela própria Royal Enfield.
Via
Fonte: Bike EXIF
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.jpg)



.jpg)


