Miguel Oliveira concluiu o Campeonato do Mundo de Velocidade na 6.ª
posição da classe Moto3. Na jornada de encerramento, em Valência, o piloto
português fechou o “top 10” da pauta classificativa.
Via
Durante os treinos Miguel Oliveira procedeu ao desenvolvimento de uma
nova moto, e na qualificação sofreu uma queda já perto do final da sessão, o
que explica o 17.º lugar na grelha de partida.
Na primeira passagem pela meta era 15.º classificado, mas depois, na
primeira metade da corrida o posicionamento foi oscilando entre 16.º e 17.º.
Entretanto, graças a algumas quedas e ultrapassagens foi subindo na tabela, até
se instalar em definitivo no 10.º posto a cinco voltas do fim. Oliveira
concluiu a função a 29,1s de Maverick Viñales, que com esta vitória garantiu a
conquista do título mundial.
Via
Em dezassete corridas, Miguel Oliveira só falhou a pontuação em três
delas, terminando todas as outras no “top 10”. Curiosamente, este resultado em
Valência foi o mais fraco da temporada. Ao pódio subiu apenas uma vez, no 3.º
degrau, na Malásia. Portanto, uma boa campanha, muito regular ao mais alto
nível, que alicerça o expressivo 6.º lugar final na tabela do Campeonato.
Campeonato: 1.º Maverick Viñales (KTM), 323 pontos; 2.º Alex Rins (KTM), 311; 3.º
Luís Salom (KTM), 302; 4.º Alex Marquez (KTM), 213; 5.º Jonas Folger
(Kalex/KTM), 183; 6.º Miguel Oliveira,
(Mahindra), 150; etc.
Fonte: Federação
de Motociclismo de Portugal
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Mota com “asa”
Em qualquer tipo de competição, seja ela qual for, o objectivo final será
sempre ser o melhor (o mais rápido, o mais forte, o que chega mais longe,
etc.), o que numa só palavra significa... Vencer! Ora todo o esforço necessário
para alcançar este objectivo leva a uma busca incessante por novas e melhores
soluções por parte dos seus mais variados intervenientes.
Tal como seria de esperar, os desportos motorizados não são excepção à regra, obrigando as equipas a explorarem ao máximo todas as componentes envolvidas, das tecnológicas (estudo, desenvolvimento, técnica, concepção, manutenção, etc.) às humanas (física, emocional, comportamental, etc.), para que no final tudo se conjugue para obter o melhor resultado possível.
Ao longo da história temos assistido ao aparecimento de algumas soluções técnicas verdadeiramente inovadoras, como por exemplo a introdução de apêndices aerodinâmicos na fórmula 1, as chamadas “asas”, em finais da década de 1960.
E se esta solução funciona nos automóveis, porque não colocar uma “asa” na traseira de uma mota?
Colin Lyster testando a sua “asa” no chassis de uma Honda CB450 (revista MCN de 3 Junho de 1970). Via
Deve ter sido precisamente isso que Colin Lyster pensou, levando-o a experimentar esta solução num chassis de uma Honda CB450 nos anos 60/70 do século passado. Como antigo piloto do “mundial” de velocidade que foi (em 1962/63 com uma Norton 500cc), este rodesiano conhecia bem a dinâmica das motas de competição e foi mesmo pioneiro no desenvolvimento e utilização de travões de disco, bem como na criação de chassis e no desenvolvimento de motores para substituir os cada vez menos competitivos monocilíndricos britânicos.
A ideia do sistema era conseguir um maior apoio aerodinâmico durante a travagem, com ajuste do angulo de ataque através de movimentos do piloto para a frente e para trás. Aparentemente seria de esperar algum tipo de resultado positivo, mas esta solução revelaria outros problemas como a resistência ao ar em andamento com a consequente diminuição de carga sobre a roda da frente, o aumento do momento de inércia e o aparecimento do efeito de ondulação no comportamento da mota devido a uma qualquer oscilação da estrutura. O projecto acabou por ser abandonado.
Considerações sobre o funcionamento do sistema (livro “Motorcycle Handling and Chassis Design: The Art and Science” de Tony Foale). Via
A dinâmica das motas é realmente muito diferente da dinâmica dos carros!
Tal como seria de esperar, os desportos motorizados não são excepção à regra, obrigando as equipas a explorarem ao máximo todas as componentes envolvidas, das tecnológicas (estudo, desenvolvimento, técnica, concepção, manutenção, etc.) às humanas (física, emocional, comportamental, etc.), para que no final tudo se conjugue para obter o melhor resultado possível.
Ao longo da história temos assistido ao aparecimento de algumas soluções técnicas verdadeiramente inovadoras, como por exemplo a introdução de apêndices aerodinâmicos na fórmula 1, as chamadas “asas”, em finais da década de 1960.
E se esta solução funciona nos automóveis, porque não colocar uma “asa” na traseira de uma mota?
Colin Lyster testando a sua “asa” no chassis de uma Honda CB450 (revista MCN de 3 Junho de 1970). Via
Deve ter sido precisamente isso que Colin Lyster pensou, levando-o a experimentar esta solução num chassis de uma Honda CB450 nos anos 60/70 do século passado. Como antigo piloto do “mundial” de velocidade que foi (em 1962/63 com uma Norton 500cc), este rodesiano conhecia bem a dinâmica das motas de competição e foi mesmo pioneiro no desenvolvimento e utilização de travões de disco, bem como na criação de chassis e no desenvolvimento de motores para substituir os cada vez menos competitivos monocilíndricos britânicos.
A ideia do sistema era conseguir um maior apoio aerodinâmico durante a travagem, com ajuste do angulo de ataque através de movimentos do piloto para a frente e para trás. Aparentemente seria de esperar algum tipo de resultado positivo, mas esta solução revelaria outros problemas como a resistência ao ar em andamento com a consequente diminuição de carga sobre a roda da frente, o aumento do momento de inércia e o aparecimento do efeito de ondulação no comportamento da mota devido a uma qualquer oscilação da estrutura. O projecto acabou por ser abandonado.
Considerações sobre o funcionamento do sistema (livro “Motorcycle Handling and Chassis Design: The Art and Science” de Tony Foale). Via
A dinâmica das motas é realmente muito diferente da dinâmica dos carros!
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Museus e Colecções Particulares #3
Museu Automóvel António
Augusto
A colecção do Museu Automóvel António Augusto encontra-se sediada no Minho, mais propriamente em Vila Nova de Famalicão (Distrito de Braga), e é uma das mais antigas colecções particulares de automóveis e motos em Portugal. O seu fundador, António Augusto Carvalho, foi pioneiro nesta actividade.
Via
As origens
O industrial António Augusto Carvalho, neto de um dos fundadores da empresa «Reguladora» (fábrica de relógios, contadores de água e contadores de electricidade) e seu administrador, adquiriu a primeira viatura, um Ford T, em 1954.
Nessa altura o seu interesse estava centrado nos carros do início do século XX, nomeadamente nos automóveis da primeira e segunda década. Mais tarde, a colecção foi sendo acrescida com modelos mais modernos até aos anos 80.
Actualmente o museu é propriedade do seu sobrinho, o Eng.º José Artur de Carvalho Campos Costa, 1.º Vice-Presidente e responsável pela Comissão de Motos Clássicas da direcção da Federação de Motociclismo de Portugal (é também Presidente da Mesa da Assembleia da direcção do Clube Motard Escorpiões de Vila Nova de Famalicão).
Implantado num terreno com vários armazéns, as instalações do museu dispõem de uma oficina totalmente equipada (incluindo uma cabine de pintura) onde são recuperadas e restauradas as motas e os carros que fazem parte da colecção. Este serviço especializado também é prestado a outros clientes.
A exposição
A colecção é composta por viaturas que influenciaram ou marcaram na sua época o desenvolvimento deste tipo de transporte, podendo ser considerada uma mostra da História do Automóvel, tema que o seu fundador sempre teve como objectivo.
O mesmo tema foi seguido na colecção de motos, composta por exemplares desde 1901 até aos nossos dias. Dela fazem parte modelos emblemáticos como a Brough Superior SS100, a Norton Manx e a Münch Mammut, só para citar alguns.
Uma parte cada vez mais importante da colecção está a ser ocupada por motos de corrida, que são regularmente utilizadas em competição (como é o caso da Yamaha TZ350G Spondon que o piloto Fernando Pedrinho Martins levou ao 2.º lugar da Classe C3 do Troféu de Motos Clássicas/Fuchs Silkolene de 2013) ou em exibições desportivas.
Via
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Brough Superior SS100. Via
Norton Manx. Via
Via
A RTP efectuou esta reportagem em Janeiro de 2012, onde o proprietário confessa que gosta mais de restaurar as máquinas que de as conduzir e só lamenta que não existam condições para mostrar as preciosidades ao público:
Informações
Morada: Rua José de Carvalho, 180 – 4760-408 Vila Nova de Famalicão
GPS: 41°24'25.76"N 8°31'36.47"W
Telefone: (+351) 252 323 351
E-mail: museu.aaa@gmail.com
Página Web: http://www.museuantonioaugusto.com/
Fontes: Museu Automóvel António Augusto e Moto Clube do Porto
A colecção do Museu Automóvel António Augusto encontra-se sediada no Minho, mais propriamente em Vila Nova de Famalicão (Distrito de Braga), e é uma das mais antigas colecções particulares de automóveis e motos em Portugal. O seu fundador, António Augusto Carvalho, foi pioneiro nesta actividade.
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As origens
O industrial António Augusto Carvalho, neto de um dos fundadores da empresa «Reguladora» (fábrica de relógios, contadores de água e contadores de electricidade) e seu administrador, adquiriu a primeira viatura, um Ford T, em 1954.
Nessa altura o seu interesse estava centrado nos carros do início do século XX, nomeadamente nos automóveis da primeira e segunda década. Mais tarde, a colecção foi sendo acrescida com modelos mais modernos até aos anos 80.
Actualmente o museu é propriedade do seu sobrinho, o Eng.º José Artur de Carvalho Campos Costa, 1.º Vice-Presidente e responsável pela Comissão de Motos Clássicas da direcção da Federação de Motociclismo de Portugal (é também Presidente da Mesa da Assembleia da direcção do Clube Motard Escorpiões de Vila Nova de Famalicão).
Implantado num terreno com vários armazéns, as instalações do museu dispõem de uma oficina totalmente equipada (incluindo uma cabine de pintura) onde são recuperadas e restauradas as motas e os carros que fazem parte da colecção. Este serviço especializado também é prestado a outros clientes.
A exposição
A colecção é composta por viaturas que influenciaram ou marcaram na sua época o desenvolvimento deste tipo de transporte, podendo ser considerada uma mostra da História do Automóvel, tema que o seu fundador sempre teve como objectivo.
O mesmo tema foi seguido na colecção de motos, composta por exemplares desde 1901 até aos nossos dias. Dela fazem parte modelos emblemáticos como a Brough Superior SS100, a Norton Manx e a Münch Mammut, só para citar alguns.
Uma parte cada vez mais importante da colecção está a ser ocupada por motos de corrida, que são regularmente utilizadas em competição (como é o caso da Yamaha TZ350G Spondon que o piloto Fernando Pedrinho Martins levou ao 2.º lugar da Classe C3 do Troféu de Motos Clássicas/Fuchs Silkolene de 2013) ou em exibições desportivas.
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Brough Superior SS100. Via
Norton Manx. Via
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A RTP efectuou esta reportagem em Janeiro de 2012, onde o proprietário confessa que gosta mais de restaurar as máquinas que de as conduzir e só lamenta que não existam condições para mostrar as preciosidades ao público:
Informações
Morada: Rua José de Carvalho, 180 – 4760-408 Vila Nova de Famalicão
GPS: 41°24'25.76"N 8°31'36.47"W
Telefone: (+351) 252 323 351
E-mail: museu.aaa@gmail.com
Página Web: http://www.museuantonioaugusto.com/
Fontes: Museu Automóvel António Augusto e Moto Clube do Porto
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