sábado, 2 de novembro de 2013

Continental Circus (1972)

“Jimmy Hendrix teve a sua guitarra, Jack Findlay teve a sua moto”.

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Continental Circus, documentário de culto da autoria do realizador francês Jérôme Laperrousaz, narra as peripécias do piloto privado australiano Jack Findlay (vice-campeão mundial em 1968 com uma Matchless 500cc e conhecido por ostentar um canguru branco no seu capacete azul celeste) ao longo da temporada de 1969 do Campeonato do Mundo de Velocidade, assistido pela sua companheira Nanou Lyonnard. Findlay conduz inicialmente a sua Matchless 500cc e depois uma Jawa 350cc de 4 cilindros em ‘V’ Tipo 673, substituindo o malogrado piloto Bill Ivy que morreu durante os treinos para o Grande Prémio da Alemanha de Leste (Sachsenring) em Julho de 1969. 

Este filme com 102 min. de duração foi estreado no prestigiado Festival de Cannes (França) no dia 23 de Maio de 1971 e venceu o prémio Jean Vigo em 1972 (premiando o autor pela qualidade da sua realização e pela independência do seu espírito). Nele encontra-se bem vincado o grande contraste entre a vida dos pilotos de fábrica e dos pilotos privados, não só dentro das pistas como também fora delas, tomando como referência aquele que na altura era a grande estrela do “circo”, o piloto italiano pluricampeão mundial Giacomo Agostini.

O documentário foi então lançado em 1972 e posteriormente foi editado um álbum com a sua banda sonora sob a forma de um disco de vinil (331/3 rotações), com música de Gong e Daevid Allen (Philips). Foi também editado um livro com textos de Jean-Francis Held e Patrick Chapuis (Solar), que inclui diversas páginas com fotografias onde aparecem Jack Findlay, Jérôme Laperrousaz, Nanou, Giacomo Agostini, Bill Ivy, Cristian Ravel, Santiago Herrero e muitas outras fotos das corridas em si. Estes artigos são nos dias de hoje verdadeiras preciosidades para qualquer colecionador da história do Campeonato do Mundo de Motociclismo de Velocidade. 

Disco de vinil (331/3 rotações) da banda sonora do filme, com música de Gong e Daevid Allen (Philips). Via

Livro com textos de Jean-Francis Held e Patrick Chapuis (Solar). Via 

Já durante os anos ’90 foi editada uma versão VHS do documentário.

Mas chega de palavras e passemos às imagens:


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Condução embriagada

“Álcool” e “condução” são duas palavras que normalmente não combinam muito bem. E se na condução estiver envolvido um veículo de duas rodas, o mais certo é a coisa dar para o torto... literalmente!



Se bebeu não conduza, ou pelo menos não deixe que lhe buzinem...

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

GP Austrália Moto3 - Miguel Oliveira em 26º

Uma queda logo no início da corrida de Moto3 em Phillip Island, na Austrália, estragou o dia a Miguel Oliveira, que cruzou a meta apenas no 26.º lugar – portanto, desta vez sem marcar pontos. No entanto, permanece firme no 6.º posto do Campeonato do Mundo.

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Miguel Oliveira tinha expectativas de conseguir bom desempenho num circuito onde na época passada havia alcançado um 2.º lugar. Desta vez, arrancou da oitava posição da grelha, mas após a negociação da primeira curva era 11.º colocado. Pouco depois nessa volta inaugural, numa curva o lusitano travou demasiado forte, ficou desequilibrado e aconteceu o toque com um adversário, com consequente queda. 

O nosso homem conseguiu regressar à corrida, mas naturalmente bastante atrasado, rodando até ao fim para ser 26.º classificado, a 44,4s do vencedor. “Mais uma vez não arranquei como gostaria”, confessou Oliveira. “Depois, na travagem para a primeira direita, travei demasiado forte e fiquei completamente destabilizado, toquei no Marquez e deu-se a queda”. Depois, “esta moto não permite recuperar tempo sozinha e num circuito em que a aspiração é importante, torna-se difícil recuperar. Saio desapontado porque um erro que cometi não me deixou alcançar um bom resultado”.

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Quando restam por disputar duas provas – a seguinte já no próximo fim-de-semana em Motegi, no Japão, Miguel Oliveira continua no 6.º lugar do Campeonato, e dificilmente descerá na tabela, pois tem 31 pontos de vantagem sobre o sexto, o australiano Jack Miller. Além disso, ainda tem hipóteses de alcançar o 5.º posto, porque Jonas Folger só tem 16 pontos de vantagem sobre o português. Entretanto, em Phillip Island o espanhol Alex Rins somou mais uma vitória, batendo o compatriota Maverick Viñales por três milésimos de segundo, e os cinco primeiros cruzaram a meta num intervalo de seis décimos de segundo! 

Campeonato: 1.º Luís Salom (KTM), 300 pontos; 2.º Alex Rins (KTM), 295; 3.º Maverick Viñales (KTM), 278; 4.º Alex Marquez (KTM), 175; 5.º Jonas Folger (Kalex/KTM), 147; 6.º Miguel Oliveira (Mahindra), 131; etc.

Fonte: Federação de Motociclismo de Portugal