“Jimmy
Hendrix teve a sua guitarra, Jack Findlay teve a sua moto”.
Via
Continental
Circus, documentário de culto da autoria do realizador francês Jérôme
Laperrousaz, narra as peripécias do piloto privado australiano Jack Findlay (vice-campeão
mundial em 1968 com uma Matchless 500cc e conhecido por ostentar um canguru
branco no seu capacete azul celeste) ao longo da temporada de 1969 do Campeonato
do Mundo de Velocidade, assistido pela sua companheira Nanou Lyonnard. Findlay conduz
inicialmente a sua Matchless 500cc e depois uma Jawa 350cc de 4 cilindros em
‘V’ Tipo 673, substituindo o malogrado piloto Bill Ivy que morreu durante os
treinos para o Grande Prémio da Alemanha de Leste (Sachsenring) em Julho de
1969.
Este filme com 102 min. de duração foi estreado no prestigiado Festival
de Cannes (França) no dia 23 de Maio de 1971 e venceu o prémio Jean Vigo em 1972 (premiando
o autor pela qualidade da sua realização e pela independência do seu espírito).
Nele encontra-se bem vincado o grande contraste entre a vida dos pilotos de fábrica
e dos pilotos privados, não só dentro das pistas como também fora delas,
tomando como referência aquele que na altura era a grande estrela do “circo”, o
piloto italiano pluricampeão mundial Giacomo Agostini.
O documentário foi então lançado em 1972 e posteriormente foi editado um
álbum com a sua banda sonora sob a forma de um disco de
vinil (331/3 rotações), com música de Gong e Daevid Allen (Philips). Foi também
editado um livro com
textos de Jean-Francis Held e Patrick Chapuis (Solar), que inclui diversas
páginas com fotografias onde aparecem Jack Findlay, Jérôme Laperrousaz, Nanou,
Giacomo Agostini, Bill Ivy, Cristian Ravel, Santiago Herrero e muitas outras fotos
das corridas em si. Estes artigos são nos dias de hoje verdadeiras
preciosidades para qualquer colecionador da história do Campeonato do Mundo de
Motociclismo de Velocidade.
Disco de vinil (331/3 rotações) da banda sonora
do filme, com música de Gong e Daevid Allen (Philips). Via
Livro com textos de
Jean-Francis Held e Patrick Chapuis (Solar). Via
Já durante os anos ’90 foi editada uma versão VHS do documentário.
Mas chega de palavras e passemos às imagens:
sábado, 2 de novembro de 2013
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Condução embriagada
“Álcool” e “condução” são duas palavras que normalmente não combinam
muito bem. E se na condução estiver envolvido um veículo de duas rodas, o mais
certo é a coisa dar para o torto... literalmente!
Se bebeu não conduza, ou pelo menos não deixe que lhe buzinem...
Se bebeu não conduza, ou pelo menos não deixe que lhe buzinem...
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
GP Austrália Moto3 - Miguel Oliveira em 26º
Uma queda logo no início da corrida de Moto3 em Phillip Island, na
Austrália, estragou o dia a Miguel Oliveira, que cruzou a meta apenas no 26.º
lugar – portanto, desta vez sem marcar pontos. No entanto, permanece firme no
6.º posto do Campeonato do Mundo.
Via
Miguel Oliveira tinha expectativas de conseguir bom desempenho num circuito onde na época passada havia alcançado um 2.º lugar. Desta vez, arrancou da oitava posição da grelha, mas após a negociação da primeira curva era 11.º colocado. Pouco depois nessa volta inaugural, numa curva o lusitano travou demasiado forte, ficou desequilibrado e aconteceu o toque com um adversário, com consequente queda.
O nosso homem conseguiu regressar à corrida, mas naturalmente bastante atrasado, rodando até ao fim para ser 26.º classificado, a 44,4s do vencedor. “Mais uma vez não arranquei como gostaria”, confessou Oliveira. “Depois, na travagem para a primeira direita, travei demasiado forte e fiquei completamente destabilizado, toquei no Marquez e deu-se a queda”. Depois, “esta moto não permite recuperar tempo sozinha e num circuito em que a aspiração é importante, torna-se difícil recuperar. Saio desapontado porque um erro que cometi não me deixou alcançar um bom resultado”.
Via
Quando restam por disputar duas provas – a seguinte já no próximo fim-de-semana em Motegi, no Japão, Miguel Oliveira continua no 6.º lugar do Campeonato, e dificilmente descerá na tabela, pois tem 31 pontos de vantagem sobre o sexto, o australiano Jack Miller. Além disso, ainda tem hipóteses de alcançar o 5.º posto, porque Jonas Folger só tem 16 pontos de vantagem sobre o português. Entretanto, em Phillip Island o espanhol Alex Rins somou mais uma vitória, batendo o compatriota Maverick Viñales por três milésimos de segundo, e os cinco primeiros cruzaram a meta num intervalo de seis décimos de segundo!
Campeonato: 1.º Luís Salom (KTM), 300 pontos; 2.º Alex Rins (KTM), 295; 3.º Maverick Viñales (KTM), 278; 4.º Alex Marquez (KTM), 175; 5.º Jonas Folger (Kalex/KTM), 147; 6.º Miguel Oliveira (Mahindra), 131; etc.
Fonte: Federação de Motociclismo de Portugal
Via
Miguel Oliveira tinha expectativas de conseguir bom desempenho num circuito onde na época passada havia alcançado um 2.º lugar. Desta vez, arrancou da oitava posição da grelha, mas após a negociação da primeira curva era 11.º colocado. Pouco depois nessa volta inaugural, numa curva o lusitano travou demasiado forte, ficou desequilibrado e aconteceu o toque com um adversário, com consequente queda.
O nosso homem conseguiu regressar à corrida, mas naturalmente bastante atrasado, rodando até ao fim para ser 26.º classificado, a 44,4s do vencedor. “Mais uma vez não arranquei como gostaria”, confessou Oliveira. “Depois, na travagem para a primeira direita, travei demasiado forte e fiquei completamente destabilizado, toquei no Marquez e deu-se a queda”. Depois, “esta moto não permite recuperar tempo sozinha e num circuito em que a aspiração é importante, torna-se difícil recuperar. Saio desapontado porque um erro que cometi não me deixou alcançar um bom resultado”.
Via
Quando restam por disputar duas provas – a seguinte já no próximo fim-de-semana em Motegi, no Japão, Miguel Oliveira continua no 6.º lugar do Campeonato, e dificilmente descerá na tabela, pois tem 31 pontos de vantagem sobre o sexto, o australiano Jack Miller. Além disso, ainda tem hipóteses de alcançar o 5.º posto, porque Jonas Folger só tem 16 pontos de vantagem sobre o português. Entretanto, em Phillip Island o espanhol Alex Rins somou mais uma vitória, batendo o compatriota Maverick Viñales por três milésimos de segundo, e os cinco primeiros cruzaram a meta num intervalo de seis décimos de segundo!
Campeonato: 1.º Luís Salom (KTM), 300 pontos; 2.º Alex Rins (KTM), 295; 3.º Maverick Viñales (KTM), 278; 4.º Alex Marquez (KTM), 175; 5.º Jonas Folger (Kalex/KTM), 147; 6.º Miguel Oliveira (Mahindra), 131; etc.
Fonte: Federação de Motociclismo de Portugal
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Paulo Gonçalves é Campeão do Mundo
Depois da extraordinária vitória
de Hélder Rodrigues em 2011, foi agora a vez de Paulo “Speedy” Gonçalves
sagrar-se Campeão do Mundo de Ralis TT, fechando com chave de ouro a época de
2013 com uma vitória na última prova do campeonato, o Rali de Marrocos.
Aos 34 anos de idade, o piloto de Esposende é o que conta com mais títulos nacionais alcançados no historial da FMP – nada menos de 24, repartidos pelo Motocross, Supercross, Enduro e TT. A nível internacional, este título mundial passa a constituir a mais expressiva coroa de glória na carreira do piloto, também marcada por algumas lesões – nomeadamente no “Dakar” – que anteriormente o privaram de expressar em mais resultados de topo a sua valia competitiva.
Via
Em Marrocos, Gonçalves e o seu rival, Marc Coma, terminaram a competição com o mesmo número de pontos brutos – 124 – mas o lusitano alcança o título face à regra de descontar o pior resultado da época. Assim, teve de retirar apenas 13 pontos ao seu pecúlio, contra os 17 descontados por Coma. Neste Rali, disputado em seis etapas, participaram 84 pilotos nas hostes motociclísticas, e Paulo Gonçalves esteve sempre em posição de destaque. Ganhou duas tiradas, a segunda e a quarta, que o catapultaram para a liderança da “geral” nesses dias. No penúltimo dia foi apenas 5.º e baixou para 2.º da classificação absoluta, atrás do seu companheiro Joan Barreda, mas mantendo à rectaguarda Marc Coma.
Gonçalves arrancou para a etapa final apenas com 14 segundos de vantagem sobre Coma. Embora apenas tenha sido 5.º classificado neste dia, controlou da melhor forma a situação, ganhando mais 3m30s ao piloto espanhol. Além disso, face ao tempo perdido por Barreda, obteve mesmo a vitória na prova, assegurando a conquista do título mundial.
“Hoje é um dia de grandes emoções, este foi um campeonato disputado até ao último minuto”, declarou Gonçalves. “No final sagrei-me campeão do mundo e isso é fruto de um grande trabalho e empenho de toda uma equipa que trabalhou muito por este resultado! Obrigada a toda equipa HRC Speedbrain! O título é nosso!”.
Quanto aos restantes pilotos portugueses, Hélder Rodrigues foi tocado pelo azar logo na segunda etapa e ficou parado a poucos quilómetros do final, a contas com problemas eléctricos, sendo rebocado por uma moto da organização. Rodrigues continuou em acção, mas naturalmente muito atrasado por 9h40m de penalização. Nos dias seguintes esteve sempre entre os oito mais rápidos, culminando com o 2.º posto na derradeira etapa, mas concluiu a função num inexpressivo 32.º lugar.
Menos sorte ainda teve Ruben Faria, forçado a desistir após duas etapas, devido a problemas físicos, pois o algarvio ainda se ressente da lesão num pulso, fracturado no Rali dos Sertões, e nessas circunstâncias preferiu não forçar qualquer agravamento que ponha em causa a sua presença no próximo “Dakar”.
Classificação: 1.º Paulo Gonçalves (Honda) 17h08m59s; 2.º Marc Coma (KTM) a 3.44; 3.º Joan Barreda (Honda) a 7.39; 4.º Francisco Lopez (KTM) a 32.58; 5.º Sam Sunderland (Honda) a 45.57; 6.º Ben Grabham (KTM) a 55.08; ... 32.º Hélder Rodrigues (Honda) a 9h56.49; etc.
Campeonato (pontos úteis): 1.º Paulo Gonçalves, 111; 2.º Marc Coma, 107; 3.º Jakub Przygonski, 55; 4.º Cyril Despres, 47; 5.º Francisco Lopez, 46; etc.
Via
Nova proeza histórica para o motociclismo português e que abre excelentes perspectivas para o próximo Dakar, que terá na equipa oficial da Honda HRC uma séria candidata à vitória final, sob a liderança de Hélder Rodrigues e dos seus demais pilotos (entre os quais se encontra Paulo Gonçalves) aos comandos da recente CRF450 Rally.
Fonte: Federação de Motociclismo de Portugal
Aos 34 anos de idade, o piloto de Esposende é o que conta com mais títulos nacionais alcançados no historial da FMP – nada menos de 24, repartidos pelo Motocross, Supercross, Enduro e TT. A nível internacional, este título mundial passa a constituir a mais expressiva coroa de glória na carreira do piloto, também marcada por algumas lesões – nomeadamente no “Dakar” – que anteriormente o privaram de expressar em mais resultados de topo a sua valia competitiva.
Via
Em Marrocos, Gonçalves e o seu rival, Marc Coma, terminaram a competição com o mesmo número de pontos brutos – 124 – mas o lusitano alcança o título face à regra de descontar o pior resultado da época. Assim, teve de retirar apenas 13 pontos ao seu pecúlio, contra os 17 descontados por Coma. Neste Rali, disputado em seis etapas, participaram 84 pilotos nas hostes motociclísticas, e Paulo Gonçalves esteve sempre em posição de destaque. Ganhou duas tiradas, a segunda e a quarta, que o catapultaram para a liderança da “geral” nesses dias. No penúltimo dia foi apenas 5.º e baixou para 2.º da classificação absoluta, atrás do seu companheiro Joan Barreda, mas mantendo à rectaguarda Marc Coma.
Gonçalves arrancou para a etapa final apenas com 14 segundos de vantagem sobre Coma. Embora apenas tenha sido 5.º classificado neste dia, controlou da melhor forma a situação, ganhando mais 3m30s ao piloto espanhol. Além disso, face ao tempo perdido por Barreda, obteve mesmo a vitória na prova, assegurando a conquista do título mundial.
“Hoje é um dia de grandes emoções, este foi um campeonato disputado até ao último minuto”, declarou Gonçalves. “No final sagrei-me campeão do mundo e isso é fruto de um grande trabalho e empenho de toda uma equipa que trabalhou muito por este resultado! Obrigada a toda equipa HRC Speedbrain! O título é nosso!”.
Quanto aos restantes pilotos portugueses, Hélder Rodrigues foi tocado pelo azar logo na segunda etapa e ficou parado a poucos quilómetros do final, a contas com problemas eléctricos, sendo rebocado por uma moto da organização. Rodrigues continuou em acção, mas naturalmente muito atrasado por 9h40m de penalização. Nos dias seguintes esteve sempre entre os oito mais rápidos, culminando com o 2.º posto na derradeira etapa, mas concluiu a função num inexpressivo 32.º lugar.
Menos sorte ainda teve Ruben Faria, forçado a desistir após duas etapas, devido a problemas físicos, pois o algarvio ainda se ressente da lesão num pulso, fracturado no Rali dos Sertões, e nessas circunstâncias preferiu não forçar qualquer agravamento que ponha em causa a sua presença no próximo “Dakar”.
Classificação: 1.º Paulo Gonçalves (Honda) 17h08m59s; 2.º Marc Coma (KTM) a 3.44; 3.º Joan Barreda (Honda) a 7.39; 4.º Francisco Lopez (KTM) a 32.58; 5.º Sam Sunderland (Honda) a 45.57; 6.º Ben Grabham (KTM) a 55.08; ... 32.º Hélder Rodrigues (Honda) a 9h56.49; etc.
Campeonato (pontos úteis): 1.º Paulo Gonçalves, 111; 2.º Marc Coma, 107; 3.º Jakub Przygonski, 55; 4.º Cyril Despres, 47; 5.º Francisco Lopez, 46; etc.
Via
Nova proeza histórica para o motociclismo português e que abre excelentes perspectivas para o próximo Dakar, que terá na equipa oficial da Honda HRC uma séria candidata à vitória final, sob a liderança de Hélder Rodrigues e dos seus demais pilotos (entre os quais se encontra Paulo Gonçalves) aos comandos da recente CRF450 Rally.
Fonte: Federação de Motociclismo de Portugal
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