Miguel Oliveira conquistou o 5.º lugar na corrida de Moto3 disputada no
Circuito de Aragón, no seguimento de mais uma boa exibição em que lutou
taco-a-taco com o líder do Campeonato do Mundo nesta classe. Agora, restam
quatro provas por disputar, e Oliveira mantém hipóteses de fechar esta campanha
no “top 5”, já que está apenas a 14 pontos do adversário que ocupa o 5.º posto
no Campeonato, o alemão Jonas Folger.
Via
Em Aragón, o lusitano largou da sétima posição na grelha, mas no
arranque baixou um degrau, recuperado durante a primeira volta. Entretanto,
rapidamente quatro pilotos escaparam na dianteira, e Oliveira ficou inserido
num trio perseguidor. A partir da 3.ª passagem ao circuito instalou-se no 5.º
lugar, que manteve durante uma dezena de voltas.
Entretanto, um dos homens da frente atrasou-se e foi apanhado por
Oliveira e o líder do Campeonato, Luis Salom. Estes dois travaram animado duelo
pelo 4.º posto, que o português ocupou entre a décima quarta e a décima sétima
volta, das vinte realizadas. Depois, ainda recuperou essa posição à entrada
para a derradeira volta, mas Salom atacou novamente para garantir o 4.º lugar,
batendo Oliveira por 80 milésimos de segundo! O vencedor da corrida foi o
espanhol Alex Rins.
“Parti
bem, mas ainda assim não foi possível alcançar os primeiros na primeira volta,
o que me colocou a três segundos na primeira passagem na linha de meta”,
explicou Miguel Oliveira. “Numa pista com
rectas tão longas, a falta de aspiração não permite andar mais rápido e claro
que se torna impossível alcançar o grupo quando rodamos com o mesmo tempo”,
concluiu.
Via
No Campeonato, Miguel Oliveira mantém o 6.º lugar, mas reduziu a
diferença pontual para o ocupante do 5.º posto, agora a 14 pontos de diferença,
à entrada para o ciclo oriental do Campeonato, pois a próxima corrida acontece
dia 13 de Outubro, na Malásia.
Campeonato: 1.º Luís Salom (KTM), 259 pontos; 2.º Alex
Rins (KTM), 250; 3.º Maverick Viñales (KTM), 247; 4.º Alex
Marquez (KTM), 149; 5.º Jonas Folger (Kalex/KTM), 129; 6.º Miguel Oliveira (Mahindra), 115; etc.
Fonte: Federação
de Motociclismo de Portugal
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
GP La Bañeza 2013 #1/2
Não há dúvida que o mês de Agosto é uma das melhores alturas do ano para
fazer uma pausa e tirar uns dias de férias. Assim, desde 2010 que junto o útil
ao agradável e sigo estrada fora em direcção a La Bañeza para assistir às tradicionais
corridas de velocidade que se disputam nas ruas desta localidade leonesa, com
organização a cargo do Moto Clube Bañezano (apenas não consegui ir em 2011
devido a um pequeno problema de saúde).
É realmente um prazer ver que o GP de La Bañeza, o maior e o mais importante evento de road races de toda a Península Ibérica, mantém intactas não só as suas características desportivas como também populares, que remontam já ao longínquo ano de 1952, e que faz com que seja especialmente acarinhado pela grande afición espanhola.
Viagem
Trajecto da viagem a La Bañeza.
Fiz-me então à estrada logo no dia 15 em direcção a terras no norte, mas o primeiro destino foi a zona de Lousada para ver (bem) de perto e pela primeira vez o GP Senhora Aparecida. Um must! No Domingo seguinte, dia 18, foi então tempo de rumar a Espanha, fazendo a viagem de ida pelo mesmo percurso do ano passado (via Alcañices), apenas com a alteração da passagem pela estrada ZA-110 / LE-110 (desde Camarzana de Tera) em vez da mais deteriorada estrada ZA-111 (desde Rionegro del Puente). A viagem de regresso foi igualmente pelo mesmo percurso do ano passado (via Miranda do Douro), passando pelo famoso Toro de Osborne na estrada N-630 (Barcial del Barco) em direcção a Zamora.
À entrada da Cidade.
Chegando a La Bañeza e à medida que me aproximo da zona onde está implementado o circuito urbano, é facilmente perceptível o aumento do número de pessoas e de motas nas ruas e nos cafés/bares, num colorido muito próprio deste tipo de eventos e sempre em ambiente descontraído e de festa que nuestros hermanos sabem fazer como ninguém.
Ambiente
Depois de estacionar a VFR e do final do warm up das Clássicas 4T, percorro as ruas do circuito por entre tendas de merchandising oficial (e não só) em direcção às ruas junto à recta da meta onde está instalado o paddock improvisado com as equipas participantes. Entretanto visito a IX Feria del Motor La Bañeza (um espaço onde se pode negociar ou simplesmente admirar diversos tipos de veículos clássicos e actuais, assim como peças e acessórios), compro o DVD do filme documental “El Gran Premio de La Bañeza” alusivo a estas road races e vou apreciando algumas motas clássicas e customizadas que encontro pelo caminho.
Ambiente descontraído nas ruas de La Bañeza.
Modelos clássicos da Bultaco, Montesa, Sanglas, Benelli, Hercules, entre outros, podiam ser vistos na exposição da Asociación Bañezana de Amigos de las Motas Clásicas na IX Feria del Motor.
Documentário ‘El Gran Premio de La Bañeza’, uma mais-valia para a história do evento. Oscar Falagán era certamente um homem feliz em La Bañeza.
Venda de merchandising oficial e não só.
BMW R100RT de finais dos anos 70/início dos anos 80. A primeira “Reise Tourer” (Travel Tourer) com carenagem completa da marca bávara.
Ducati 500SL Pantah Desmo do princípio dos anos 80. A geração inicial das actuais V-Twin.
Espectacular Café Racer baseada numa Yamaha SR.
Clássicas 2T
Como habitualmente, a categoria das motas clássicas com motores a dois tempos é quase exclusivamente reservada aos modelos de estrada das marcas espanholas Bultaco, Montesa e Ossa (as eternas rivais). A excepção à regra pertencia à marca barcelonesa Derbi (cujo nome deriva da contracção da expressão “DERivado de BIcicleta”, tem no seu palmarés 18 títulos mundiais com as suas “Balas Vermelhas” – oito de construtores e dez de pilotos – e integra actualmente o poderoso grupo italiano Piaggio), com as pequenas e esguias RAN 50cc (Réplica Ángel Nieto).
É certo que a azáfama das equipas começa muito antes das corridas, mas é com o aproximar das mesmas que a movimentação se torna mais intensa. E não há melhor local para apreciar toda esta agitação de máquinas, mecânicos e pilotos que a zona do paddock (junto à recta da meta), que em La Bañeza significa, felizmente, poder percorrer livremente estas ruas para observar, fotografar ou simplesmente “estar lá” e absorver todo este genuíno ambiente de corridas à moda antiga.
OSSA #41 (Moto Ruta Xativa) de Moises Gimenez Roig.
BULTACO #88 (MC Alicante) de Francisco Santa Cruz Garres.
OSSA #27 e #25 (Primera Linea Racing) de Adrián Hermida Feal e de José Luis Garcia Hermida, respectivamente.
MONTESA Impala #14 (Moto Ruta Xativa) de Juan Antonio Martinez Ortola.
BULTACO #48 e OSSA #59 (100 Octanos Classic) de Ignacio Dolf Pla e de Miguel Cortijo Sanchez, respectivamente.
MONTESA #93 (Motodes) de José Rafael Royo Giménez.
DERBI RAN 50cc #1 e #2 (Moto Club Bañezano) de Manuel Antonio Suarez Fernandez e de Jose Maria Suarez Fernandez, respectivamente.
Na corrida e com o melhor tempo efectuado nos treinos cronometrados de Sábado à tarde, o piloto Sergio Fuertes Fernandez (MONTESA #16), vencedor em 2012, saia rápido do primeiro lugar da grelha de partida, mas acabou por não aproveitar esta vantagem e abandonou à oitava volta. E o caricato é que os restantes pilotos da primeira linha da grelha também não tiveram melhor sorte, com excepção de Moises Gimenez Roig (OSSA #41) que manteve a quarta posição no final.
Feitas as contas, a corrida das rápidas Clássicas 2T foi ganha pelo piloto Miguel Cortijo Sanchez (OSSA #59), segundo em 2012, que saiu como um tiro da segunda linha da grelha (quinta posição) para ser o primeiro a cruzar a meta no final das dez voltas ao circuito urbano. Nas posições seguintes ficaram os pilotos José Rafael Royo Giménez (MONTESA #93) e Abel Matilla Gómez (BULTACO #24) do moto clube local.
A primeira linha da grelha de partida, com Sergio Fuertes Fernandez na pole position (vencedor em 2012) com a sua MONTESA #16 (MC Carlet), seguido de Jorge Cabanes Catala em BULTACO #22 (Piston), de Adrián Hermida Feal em OSSA #27 (Primera Linea Racing) e de Moises Gimenez Roig em OSSA #41 (Moto Ruta Xativa).
Início da prova.
Miguel Cortijo Sanchez (OSSA #59) ganha a corrida das Clássicas 2T.
Consagração dos vencedores junto à linha de meta.
Pódio: 1.º lugar Miguel Cortijo Sanchez, OSSA #59 (100 Octanos); 2.º lugar José Rafael Royo Giménez, MONTESA #93 (Motodes); 3.º lugar Abel Matilla Gómez, BULTACO #24 (Moto Club Bañezano).
Continua...
É realmente um prazer ver que o GP de La Bañeza, o maior e o mais importante evento de road races de toda a Península Ibérica, mantém intactas não só as suas características desportivas como também populares, que remontam já ao longínquo ano de 1952, e que faz com que seja especialmente acarinhado pela grande afición espanhola.
Viagem
Trajecto da viagem a La Bañeza.
Fiz-me então à estrada logo no dia 15 em direcção a terras no norte, mas o primeiro destino foi a zona de Lousada para ver (bem) de perto e pela primeira vez o GP Senhora Aparecida. Um must! No Domingo seguinte, dia 18, foi então tempo de rumar a Espanha, fazendo a viagem de ida pelo mesmo percurso do ano passado (via Alcañices), apenas com a alteração da passagem pela estrada ZA-110 / LE-110 (desde Camarzana de Tera) em vez da mais deteriorada estrada ZA-111 (desde Rionegro del Puente). A viagem de regresso foi igualmente pelo mesmo percurso do ano passado (via Miranda do Douro), passando pelo famoso Toro de Osborne na estrada N-630 (Barcial del Barco) em direcção a Zamora.
À entrada da Cidade.
Chegando a La Bañeza e à medida que me aproximo da zona onde está implementado o circuito urbano, é facilmente perceptível o aumento do número de pessoas e de motas nas ruas e nos cafés/bares, num colorido muito próprio deste tipo de eventos e sempre em ambiente descontraído e de festa que nuestros hermanos sabem fazer como ninguém.
Ambiente
Depois de estacionar a VFR e do final do warm up das Clássicas 4T, percorro as ruas do circuito por entre tendas de merchandising oficial (e não só) em direcção às ruas junto à recta da meta onde está instalado o paddock improvisado com as equipas participantes. Entretanto visito a IX Feria del Motor La Bañeza (um espaço onde se pode negociar ou simplesmente admirar diversos tipos de veículos clássicos e actuais, assim como peças e acessórios), compro o DVD do filme documental “El Gran Premio de La Bañeza” alusivo a estas road races e vou apreciando algumas motas clássicas e customizadas que encontro pelo caminho.
Ambiente descontraído nas ruas de La Bañeza.
Modelos clássicos da Bultaco, Montesa, Sanglas, Benelli, Hercules, entre outros, podiam ser vistos na exposição da Asociación Bañezana de Amigos de las Motas Clásicas na IX Feria del Motor.
Documentário ‘El Gran Premio de La Bañeza’, uma mais-valia para a história do evento. Oscar Falagán era certamente um homem feliz em La Bañeza.
Venda de merchandising oficial e não só.
BMW R100RT de finais dos anos 70/início dos anos 80. A primeira “Reise Tourer” (Travel Tourer) com carenagem completa da marca bávara.
Ducati 500SL Pantah Desmo do princípio dos anos 80. A geração inicial das actuais V-Twin.
Espectacular Café Racer baseada numa Yamaha SR.
Clássicas 2T
Como habitualmente, a categoria das motas clássicas com motores a dois tempos é quase exclusivamente reservada aos modelos de estrada das marcas espanholas Bultaco, Montesa e Ossa (as eternas rivais). A excepção à regra pertencia à marca barcelonesa Derbi (cujo nome deriva da contracção da expressão “DERivado de BIcicleta”, tem no seu palmarés 18 títulos mundiais com as suas “Balas Vermelhas” – oito de construtores e dez de pilotos – e integra actualmente o poderoso grupo italiano Piaggio), com as pequenas e esguias RAN 50cc (Réplica Ángel Nieto).
É certo que a azáfama das equipas começa muito antes das corridas, mas é com o aproximar das mesmas que a movimentação se torna mais intensa. E não há melhor local para apreciar toda esta agitação de máquinas, mecânicos e pilotos que a zona do paddock (junto à recta da meta), que em La Bañeza significa, felizmente, poder percorrer livremente estas ruas para observar, fotografar ou simplesmente “estar lá” e absorver todo este genuíno ambiente de corridas à moda antiga.
OSSA #41 (Moto Ruta Xativa) de Moises Gimenez Roig.
BULTACO #88 (MC Alicante) de Francisco Santa Cruz Garres.
OSSA #27 e #25 (Primera Linea Racing) de Adrián Hermida Feal e de José Luis Garcia Hermida, respectivamente.
MONTESA Impala #14 (Moto Ruta Xativa) de Juan Antonio Martinez Ortola.
BULTACO #48 e OSSA #59 (100 Octanos Classic) de Ignacio Dolf Pla e de Miguel Cortijo Sanchez, respectivamente.
MONTESA #93 (Motodes) de José Rafael Royo Giménez.
DERBI RAN 50cc #1 e #2 (Moto Club Bañezano) de Manuel Antonio Suarez Fernandez e de Jose Maria Suarez Fernandez, respectivamente.
Na corrida e com o melhor tempo efectuado nos treinos cronometrados de Sábado à tarde, o piloto Sergio Fuertes Fernandez (MONTESA #16), vencedor em 2012, saia rápido do primeiro lugar da grelha de partida, mas acabou por não aproveitar esta vantagem e abandonou à oitava volta. E o caricato é que os restantes pilotos da primeira linha da grelha também não tiveram melhor sorte, com excepção de Moises Gimenez Roig (OSSA #41) que manteve a quarta posição no final.
Feitas as contas, a corrida das rápidas Clássicas 2T foi ganha pelo piloto Miguel Cortijo Sanchez (OSSA #59), segundo em 2012, que saiu como um tiro da segunda linha da grelha (quinta posição) para ser o primeiro a cruzar a meta no final das dez voltas ao circuito urbano. Nas posições seguintes ficaram os pilotos José Rafael Royo Giménez (MONTESA #93) e Abel Matilla Gómez (BULTACO #24) do moto clube local.
A primeira linha da grelha de partida, com Sergio Fuertes Fernandez na pole position (vencedor em 2012) com a sua MONTESA #16 (MC Carlet), seguido de Jorge Cabanes Catala em BULTACO #22 (Piston), de Adrián Hermida Feal em OSSA #27 (Primera Linea Racing) e de Moises Gimenez Roig em OSSA #41 (Moto Ruta Xativa).
Início da prova.
Miguel Cortijo Sanchez (OSSA #59) ganha a corrida das Clássicas 2T.
Consagração dos vencedores junto à linha de meta.
Pódio: 1.º lugar Miguel Cortijo Sanchez, OSSA #59 (100 Octanos); 2.º lugar José Rafael Royo Giménez, MONTESA #93 (Motodes); 3.º lugar Abel Matilla Gómez, BULTACO #24 (Moto Club Bañezano).
Continua...
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