quinta-feira, 29 de agosto de 2013

GP República Checa Moto3 - Miguel Oliveira em nono

Miguel Oliveira terminou na 9.ª posição em Brno, em mais uma corrida da classe Moto3. O piloto português voltou a marcar mais alguns pontos, preservando o sexto lugar que ocupa no Campeonato.

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Em Brno, na República Checa, na qualificação Miguel Oliveira conseguiu o 10.º tempo, e daí arrancou para a décima prova deste Campeonato do Mundo de Velocidade na sua classe. 

Ao longo da corrida o posicionamento de Oliveira foi variando entre os 9.º e 10.º lugares. Na antepenúltima passagem ainda chegou a ser 8.º, mas depois voltou ao 9.º posto em que terminaria. Na dianteira, um grupo de seis unidades cruzou a meta bastante destacado da concorrência, seguido de um sétimo elemento, e depois o grupo de cinco pilotos onde militava o português, que no final couberam num intervalo de 1,2s, numa prova ganha pelo espanhol Luís Salom.

“Desde o princípio do fim-de-semana que tivemos bastantes problemas com o ‘setting’ da moto. Não conseguimos encontrar bem o nosso caminho neste tipo de pistas, e para já, a conclusão é que termos um problema no nosso chassis”, afirmou Oliveira, acrescentando que “a nossa moto tem um atraso de desenvolvimento de quatro anos comparativamente aos nossos adversários, mas tenho que continuar assim, a somar pontos, porque só desta forma consigo recolher informação para poder melhorar a moto”. 


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Com este resultado, Miguel Oliveira mantém o 6.º lugar no Campeonato, que tem continuidade já no próximo fim-de-semana, com a G.P. da Grã-Bretanha em Silverstone.

Campeonato: 1.º Luís Salom (KTM), 208 pontos; 2.º Maverick Viñales (KTM), 194; 3.º Alex Rins (KTM), 180; 4.º Jonas Folger (Kalex/KTM), 110; 5.º Alex Marquez (KTM), 101; 6.º Miguel Oliveira (Mahindra), 84; etc. 

Fonte: Federação de Motociclismo de Portugal

Encontro Nacional CR351

O colectivo Café Racer 351 vai realizar mais um Encontro Nacional no próximo dia 1 de Setembro (Domingo), desta vez na cidade da Figueira da Foz.

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Unidos por uma amizade criada em torno deste Café Virtual, esta será uma boa oportunidade para os café racers nacionais rodarem juntos e certamente um dia de confraternização e de partilha de conversas, interesses e opiniões, devidamente acompanhados por umas pint fresquinhas. 

As inscrições são em número limitado e a organização reserva-se o direito de selecção, caso seja necessário.

Mais informações sobre este evento (programa, horários, localização), podem ser obtidas aqui. 

Fonte: Café Racer 351

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Festival Intercéltico de Sendim 2013

A noite de sexta-feira (dia 2 de Agosto) caiu sobre a Vila de Sendim de uma forma calma e com uma temperatura amena, embora com o passar das horas foi-se tornando um pouco mais fria, como aliás já é habitual por estas paragens. Estava assim criado um bom cenário natural para a abertura da 14.ª edição do FIS (Festival Intercéltico de Sendim).

Antes de assistir ao início das celebrações sendintercélticas de música folk, ouve tempo para uma visita à Casa da Cultura de Sendim onde estava a exposição “Ls Mielgos” de aguarelas do artista sendinês Manuel Ferreira, e para aconchegar o estômago com um belo repasto no conhecido restaurante situado no Largo da Igreja, que incluiu a célebre Posta Mirandesa e as não menos afamadas Alheiras Transmontanas. 

Chegava então a altura de chamar o povo para os espectáculos musicais da noite, cabendo essa tarefa aos Gaiteiros de Sendim (Lenga-Lenga) que, ao som das suas gaitas de foles e percussões, desfilaram pelas ruas da Vila, desde o Largo da Igreja até ao Parque das Eiras.

Desfile dos Gaiteiros de Sendim (Lenga-Lenga) pelas ruas da Vila.

Como realçou Mário Correia (o rosto da organização e o grande dinamizador do FIS) na abertura do evento, os grupos portugueses têm normalmente a ingrata tarefa de serem os primeiros a actuar no palco montado no Parque das Eiras, puxando por um público ainda sem ritmo na primeira noite do festival. 

E este ano não foi excepção, com as sonoridades tradicionais da banda Andarilhos de Baião a ecoarem em primeiro lugar no recinto, saldando-se numa boa actuação em termos globais, embora com alguns (poucos) momentos de altos e baixos, apesar da grande energia transmitida pela voz de Vasco Monterroso. Seriam os nervos da primeira participação no FIS?

Actuação dos Andarilhos (Baião-Portugal).

Quem não teve com meias medidas foram os japoneses Harmonica Creams, quarteto formado por Yoshito Kiyono (Harmónica), Aiko Obuchi (Fiddle), Koji Nagao (Guitarra) e ToshiBodhran (Bodhran), que deixou o público de "olhos em bico" com a sua vibrante e energética música "Celtic Blues". 

Acabei por ficar agradavelmente surpreendido (confesso que estava curioso relativamente à actuação deste jovem grupo asiático de folk), graças ao virtuosismo e empatia dos seus elementos, com destaque para os brilhantes solos de harmónica de Yoshito Kiyono, demonstrando que a conquista do primeiro prémio na edição de 2012 do Festival de Ortigueira (um dos mais importantes festivais de música Celta a nível internacional) não foi por mero acaso. Uma boa aposta da organização.

Actuação dos Harmonica Creams (Japão).

Com o esfriar da noite e para aquecer o corpo e a alma, o degustar do já famoso Licor Celta à venda numa das bancas no recinto é sem dúvida um verdadeiro must do festival. 

A última apresentação da noite esteve a cargo do sexteto Jamie Smith's Mabon do País de Gales, liderado pelo talentoso acordeonista Jamie Smith, que encantou os presentes com as suas melodias influenciadas não só na música Celta tradicional, mas também por artistas mais contemporâneos.

Apesar de alguns problemas com o som (feedback) que ocasionalmente (e infelizmente) foram acompanhando a sua actuação e que retiram algum brilho ao espectáculo, a prestação dos galeses (curiosamente também eles participantes na edição de 2012 do Festival de Ortigueira) foi no entanto de grande qualidade e bastante interessante. 


Actuação dos Jamie Smith's Mabon (País de Gales). 

Esta foi sem dúvida uma noite plena em termos de revelações e que terminou com uma breve exibição dos Pauliteiros por entre o público, encaminhando depois os mais corajosos até à Taberna dos Celtas para passarem o resto da noite em festa... até se ouvirem os galos a cantar, já bem de madrugada.

Breve exibição dos Pauliteiros no Parque das Eiras.

Por último, uma boa notícia para os seguidores do Festival Intercéltico de Sendim é a sua integração numa rede europeia de festivais dedicados à música de raiz folk e tradicional que engloba seis países: Portugal, Espanha, França, Itália, Irlanda e Inglaterra. 

Parabéns à organização!