Como é sabido por todos nós, os motociclos e ciclomotores são uma mais-valia
nas deslocações urbanas face ao trânsito congestionado e muitas vezes caótico das
grandes cidades.
Infelizmente muitas vezes verificamos que estas não estão devidamente
preparadas para a circulação destes veículos de duas rodas, quer seja pelas deficientes
condições em que se encontram algumas (muitas) das suas ruas e avenidas, quer
pela falta de locais de estacionamento à superfície.
Conforme anteriormente
publicado, a Câmara Municipal de Lisboa desenvolveu um projecto que visou
essencialmente, e de forma integrada, requalificar, uniformizar e expandir a
oferta de lugares de estacionamento para motociclistas em Lisboa.
A novidade sobre este assunto é que finalmente encontrei um website que, sob a forma de um mapa da
cidade, indica a localização dos parques de motociclos existentes em Lisboa.
Mapa dos parques de
motociclos em Lisboa. Via
Dividido por freguesias, este mapa interactivo permite obter diversas
informações sobre estas zonas de estacionamento e é uma boa ajuda para os
motociclistas planearem os seus trajectos, bem como saber onde deixar a mota em
condições num dos muitos locais devidamente sinalizados para o efeito.
Aceda aqui.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
A nova CB500
Depois de a Honda ter terminado com a produção de uns dos seus ícones no
segmento das nacked utilitárias de
média cilindrada, a versátil e fiável CB500,
eis que chega agora uma nova mota para este segmento... a CB500
(!?).
A nova família CB500. Via
Apresentada no último Salão de Milão (EICMA) em Novembro do ano passado e seguindo o que a marca da asa dourada já tinha feito com as NC 700, à utilitária CB500F junta-se também uma aventureira CB500X (inspirada na Crossrunner) e ainda uma desportiva CBR500R (parecida com a CBR600RR), disponibilizando assim um variado leque de opções a partir da mesma base.
Em termos de configuração do motor, a CB500 de 2013 apresenta um bicilíndrico paralelo de refrigeração líquida (tal como no anterior modelo !?) com 471 cc de capacidade, que debita 35 kW (cerca de 47 cv) de potência às 8.500 rpm e um binário máximo de 43 Nm às 7.000 rpm. A sua alimentação é efectuada através do conhecido sistema de injecção PGM-Fi da Honda.
A “aventureira” CB500X. Via
A ciclística da CB500 recorre a um quadro tipo diamante, fabricado em tubos de aço de 35mm de diâmetro, que utiliza o próprio motor como reforço para maior rigidez e maneabilidade dos modelos. A suspensão dianteira recorre a uma forquilha Kayaba de 41 mm e a suspensão traseira contra com um monoamortecedor Pro-Link, que segundo o fabricante japonês faz com que a mota tenha um melhor controlo e uma maior resposta às irregularidades do solo.
Ao nível da segurança, o novo modelo vem equipado com um disco recortado com pinça dupla no travão dianteiro e com um disco recortado com pinça simples no travão traseiro, auxiliados por ABS (opcional na CB500F). Para último fica a boa notícia no que respeita aos consumos, com a Honda a anunciar que as suas “500” consomem apenas 3,7 litros por cada 100 km percorridos.
A nova família CB500. Via
Apresentada no último Salão de Milão (EICMA) em Novembro do ano passado e seguindo o que a marca da asa dourada já tinha feito com as NC 700, à utilitária CB500F junta-se também uma aventureira CB500X (inspirada na Crossrunner) e ainda uma desportiva CBR500R (parecida com a CBR600RR), disponibilizando assim um variado leque de opções a partir da mesma base.
A “utilitária” CB500F. Via
Em termos de configuração do motor, a CB500 de 2013 apresenta um bicilíndrico paralelo de refrigeração líquida (tal como no anterior modelo !?) com 471 cc de capacidade, que debita 35 kW (cerca de 47 cv) de potência às 8.500 rpm e um binário máximo de 43 Nm às 7.000 rpm. A sua alimentação é efectuada através do conhecido sistema de injecção PGM-Fi da Honda.
A “aventureira” CB500X. Via
A ciclística da CB500 recorre a um quadro tipo diamante, fabricado em tubos de aço de 35mm de diâmetro, que utiliza o próprio motor como reforço para maior rigidez e maneabilidade dos modelos. A suspensão dianteira recorre a uma forquilha Kayaba de 41 mm e a suspensão traseira contra com um monoamortecedor Pro-Link, que segundo o fabricante japonês faz com que a mota tenha um melhor controlo e uma maior resposta às irregularidades do solo.
A “desportiva” CBR500R. Via
Ao nível da segurança, o novo modelo vem equipado com um disco recortado com pinça dupla no travão dianteiro e com um disco recortado com pinça simples no travão traseiro, auxiliados por ABS (opcional na CB500F). Para último fica a boa notícia no que respeita aos consumos, com a Honda a anunciar que as suas “500” consomem apenas 3,7 litros por cada 100 km percorridos.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Dakar 2013 – Rúben Faria em segundo
Novo resultado histórico para Portugal com a conquista da 2.ª posição no
Dakar por parte do piloto Rúben Faria, o melhor resultado de sempre de um lusitano
na grande maratona. Além disso, pela primeira vez na história três portugueses
terminaram a prova no “top 10”, com Hélder Rodrigues em 7.º e Paulo Gonçalves
no 10.º lugar.
Rúben Faria (à esquerda), Cyril Després (ao centro) e Chaleco Lopez (à direita). Via
O grande destaque da edição de 2013 vai para Rúben Faria que recuperou o 2.º lugar no Rali na penúltima etapa, depois de Francisco Lopez ter trocado o motor da mota devido a problemas na caixa de velocidades, tendo como consequência uma penalização de 15 minutos. Na última etapa, o chileno foi o mais rápido na “especial”, seguido de Rúben Faria a 29 segundos, mesmo com uma queda ligeira na ponta final, enquanto Hélder Rodrigues rubricou o 4.º tempo e Paulo Gonçalves o 9.º. Todavia, devido à penalização averbada a Lopez, Rúben Faria foi creditado como vencedor da etapa.
Na sua sexta participação no Dakar, Rúben Faria conseguiu um resultado histórico, provando que desempenhar o papel de “aguadeiro” (no caso, de Cyril Després) não constitui factor impeditivo à conquista de um excelente resultado. Aliás, Després decidiu compensar a fidelidade demonstrada pelo algarvio nas últimas quatro edições da prova, e nos últimos dias desenhou uma táctica que lhe garantisse o quinto triunfo no Dakar, mas também o 2.º lugar a Rúben Faria.
“É inimaginável a felicidade que sinto”, afirmou Rúben. “Treino todos os dias para apoiar o Cyril, depois em prova são quinze dias de trabalho em conjunto, durante os quais conversamos, sorrimos, choramos... e entretanto ele disse-me que era preciso manter o 2.º lugar, sem cometer erros. Consegui e estou muito feliz”.
Hélder Rodrigues. Via
Hélder Rodrigues era candidato à vitória, mas teve de contentar-se com o 7.º lugar. A nova Honda é uma máquina ainda em desenvolvimento, e problemas técnicos prejudicaram o desempenho de Hélder em algumas etapas, sem os quais poderia ter subido ao pódio. “Este foi o meu sétimo Dakar e o quinto na América do Sul. Terminei todas as minhas participações e sempre no Top 10”, referiu Hélder. “Chegar ao fim é uma satisfação muito grande e pela minha parte sinto que cumpri. Cheguei muito bem preparado, senti-me sempre bem fisicamente, estou a navegar cada vez melhor e esforcei-me muito para conseguir resultados positivos em cada dia de prova”.
Paulo Gonçalves. Via
Um problema eléctrico na sexta etapa custou a Paulo Gonçalves mais de uma hora de atraso para os rivais. Sem esse contratempo, um lugar no “top 5” estaria ao alcance do piloto de Esposende, que brilhou entre os mais rápidos em vários troços cronometrados. Em referência à equipa, Gonçalves afirmou: “Demonstrámos que somos altamente competitivos e capazes de competir com os melhores. A prova foi positiva, apesar do resultado final não reflectir a minha real ‘perfomance’ neste Dakar”.
Mário Patrão. Via
Mário Patrão culminou a sua estreia no Dakar com bom desempenho, fechando o “Top 30”. Todavia, problemas mecânicos nas duas primeiras etapas remeteram-no para a cauda do pelotão, tendo de “comer” muito pó para ultrapassar adversários. O piloto de Seia obteve o 6.º tempo na última “especial”, mas sem os ditos contratempos poderia ter acabado a prova entre os vinte primeiros da “geral”. “A etapa de hoje tinha características propícias ao meu ataque e, já que tudo estava a correr bem, não quis deixar de terminar de forma especial esta minha estreia”, disse Patrão, acrescentando que nesta participação “queria chegar ao fim e mantive-me sempre concentrado na minha verdadeira aposta”.
Bianchi Prata. Via
Um grande atraso verificado na quinta etapa, devido a avaria na sua máquina, estragou a festa a Pedro Bianchi Prata. A meio da prova o portuense esteve ao ataque e obteve um par de resultados entre os vinte mais rápidos. Na “geral” ainda conseguiu ficar na primeira metade da tabela, mais exactamente na 58.ª posição.
Em resumo, o quinteto lusitano neste Dakar 2013 teve expressivo desempenho global, sendo Portugal o único país com três representantes no “top 10” da classificação final – resultado que, uma vez mais, confirma a grande valia dos nossos melhores pilotos de Todo-Terreno ao mais alto nível internacional.
No final, a classificação das motas no Dakar Peru-Argentina-Chile 2013 ficou assim ordenada:
Via
Fonte: Federação de Motociclismo de Portugal
Rúben Faria (à esquerda), Cyril Després (ao centro) e Chaleco Lopez (à direita). Via
O grande destaque da edição de 2013 vai para Rúben Faria que recuperou o 2.º lugar no Rali na penúltima etapa, depois de Francisco Lopez ter trocado o motor da mota devido a problemas na caixa de velocidades, tendo como consequência uma penalização de 15 minutos. Na última etapa, o chileno foi o mais rápido na “especial”, seguido de Rúben Faria a 29 segundos, mesmo com uma queda ligeira na ponta final, enquanto Hélder Rodrigues rubricou o 4.º tempo e Paulo Gonçalves o 9.º. Todavia, devido à penalização averbada a Lopez, Rúben Faria foi creditado como vencedor da etapa.
Na sua sexta participação no Dakar, Rúben Faria conseguiu um resultado histórico, provando que desempenhar o papel de “aguadeiro” (no caso, de Cyril Després) não constitui factor impeditivo à conquista de um excelente resultado. Aliás, Després decidiu compensar a fidelidade demonstrada pelo algarvio nas últimas quatro edições da prova, e nos últimos dias desenhou uma táctica que lhe garantisse o quinto triunfo no Dakar, mas também o 2.º lugar a Rúben Faria.
“É inimaginável a felicidade que sinto”, afirmou Rúben. “Treino todos os dias para apoiar o Cyril, depois em prova são quinze dias de trabalho em conjunto, durante os quais conversamos, sorrimos, choramos... e entretanto ele disse-me que era preciso manter o 2.º lugar, sem cometer erros. Consegui e estou muito feliz”.
Hélder Rodrigues. Via
Hélder Rodrigues era candidato à vitória, mas teve de contentar-se com o 7.º lugar. A nova Honda é uma máquina ainda em desenvolvimento, e problemas técnicos prejudicaram o desempenho de Hélder em algumas etapas, sem os quais poderia ter subido ao pódio. “Este foi o meu sétimo Dakar e o quinto na América do Sul. Terminei todas as minhas participações e sempre no Top 10”, referiu Hélder. “Chegar ao fim é uma satisfação muito grande e pela minha parte sinto que cumpri. Cheguei muito bem preparado, senti-me sempre bem fisicamente, estou a navegar cada vez melhor e esforcei-me muito para conseguir resultados positivos em cada dia de prova”.
Paulo Gonçalves. Via
Um problema eléctrico na sexta etapa custou a Paulo Gonçalves mais de uma hora de atraso para os rivais. Sem esse contratempo, um lugar no “top 5” estaria ao alcance do piloto de Esposende, que brilhou entre os mais rápidos em vários troços cronometrados. Em referência à equipa, Gonçalves afirmou: “Demonstrámos que somos altamente competitivos e capazes de competir com os melhores. A prova foi positiva, apesar do resultado final não reflectir a minha real ‘perfomance’ neste Dakar”.
Mário Patrão. Via
Mário Patrão culminou a sua estreia no Dakar com bom desempenho, fechando o “Top 30”. Todavia, problemas mecânicos nas duas primeiras etapas remeteram-no para a cauda do pelotão, tendo de “comer” muito pó para ultrapassar adversários. O piloto de Seia obteve o 6.º tempo na última “especial”, mas sem os ditos contratempos poderia ter acabado a prova entre os vinte primeiros da “geral”. “A etapa de hoje tinha características propícias ao meu ataque e, já que tudo estava a correr bem, não quis deixar de terminar de forma especial esta minha estreia”, disse Patrão, acrescentando que nesta participação “queria chegar ao fim e mantive-me sempre concentrado na minha verdadeira aposta”.
Bianchi Prata. Via
Um grande atraso verificado na quinta etapa, devido a avaria na sua máquina, estragou a festa a Pedro Bianchi Prata. A meio da prova o portuense esteve ao ataque e obteve um par de resultados entre os vinte mais rápidos. Na “geral” ainda conseguiu ficar na primeira metade da tabela, mais exactamente na 58.ª posição.
Em resumo, o quinteto lusitano neste Dakar 2013 teve expressivo desempenho global, sendo Portugal o único país com três representantes no “top 10” da classificação final – resultado que, uma vez mais, confirma a grande valia dos nossos melhores pilotos de Todo-Terreno ao mais alto nível internacional.
No final, a classificação das motas no Dakar Peru-Argentina-Chile 2013 ficou assim ordenada:
Via
Fonte: Federação de Motociclismo de Portugal
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