Depois de a Honda ter terminado com a produção de uns dos seus ícones no
segmento das nacked utilitárias de
média cilindrada, a versátil e fiável CB500,
eis que chega agora uma nova mota para este segmento... a CB500
(!?).
A nova família CB500. Via Apresentada
no último Salão de Milão (EICMA) em Novembro do ano passado e seguindo o que a
marca da asa dourada já tinha feito com as NC 700, à utilitária CB500F junta-se
também uma aventureira CB500X (inspirada na Crossrunner) e ainda uma desportiva
CBR500R (parecida com a CBR600RR), disponibilizando assim um variado leque de
opções a partir da mesma base.
Em termos
de configuração do motor, a CB500 de 2013 apresenta um bicilíndrico paralelo de
refrigeração líquida (tal como no anterior modelo !?) com 471 cc de capacidade,
que debita 35 kW (cerca de 47 cv) de potência às 8.500 rpm e um binário máximo
de 43 Nm às 7.000 rpm. A sua alimentação é efectuada através do conhecido sistema
de injecção PGM-Fi da Honda.
A “aventureira” CB500X. Via A
ciclística da CB500 recorre a um quadro tipo diamante, fabricado em tubos de
aço de 35mm de diâmetro, que utiliza o próprio motor como reforço para maior
rigidez e maneabilidade dos modelos. A suspensão dianteira recorre a uma
forquilha Kayaba de 41 mm e a suspensão traseira contra com um monoamortecedor Pro-Link,
que segundo o fabricante japonês faz com que a mota tenha um melhor controlo e uma
maior resposta às irregularidades do solo.
Ao nível
da segurança, o novo modelo vem equipado com um disco recortado com pinça dupla
no travão dianteiro e com um disco recortado com pinça simples no travão
traseiro, auxiliados por ABS (opcional na CB500F). Para último fica a boa notícia
no que respeita aos consumos, com a Honda a anunciar que as suas “500” consomem
apenas 3,7 litros por cada 100 km percorridos.
Novo resultado histórico para Portugal com a conquista da 2.ª posição no
Dakar por parte do piloto Rúben Faria, o melhor resultado de sempre de um lusitano
na grande maratona. Além disso, pela primeira vez na história três portugueses
terminaram a prova no “top 10”, com Hélder Rodrigues em 7.º e Paulo Gonçalves
no 10.º lugar.
Rúben Faria (à esquerda),
Cyril Després (ao centro) e Chaleco Lopez (à direita). Via O grande
destaque da edição de 2013 vai para Rúben Faria que recuperou o 2.º lugar no
Rali na penúltima etapa, depois de Francisco Lopez ter trocado o motor da mota devido
a problemas na caixa de velocidades, tendo como consequência uma penalização de
15 minutos. Na última etapa, o chileno foi o mais rápido na “especial”, seguido
de Rúben Faria a 29 segundos, mesmo com uma queda ligeira na ponta final, enquanto
Hélder Rodrigues rubricou o 4.º tempo e Paulo Gonçalves o 9.º. Todavia, devido
à penalização averbada a Lopez, Rúben Faria foi creditado como vencedor da
etapa. Na sua
sexta participação no Dakar, Rúben Faria conseguiu um resultado histórico,
provando que desempenhar o papel de “aguadeiro” (no caso, de Cyril Després) não
constitui factor impeditivo à conquista de um excelente resultado. Aliás, Després
decidiu compensar a fidelidade demonstrada pelo algarvio nas últimas quatro
edições da prova, e nos últimos dias desenhou uma táctica que lhe garantisse o
quinto triunfo no Dakar, mas também o 2.º lugar a Rúben Faria. “É inimaginável a
felicidade que sinto”, afirmou
Rúben. “Treino todos os dias para apoiar
o Cyril, depois em prova são quinze dias de trabalho em conjunto, durante os
quais conversamos, sorrimos, choramos... e entretanto ele disse-me que era
preciso manter o 2.º lugar, sem cometer erros. Consegui e estou muito feliz”.
Hélder Rodrigues. Via Hélder
Rodrigues era candidato à vitória, mas teve de contentar-se com o 7.º lugar. A
nova Honda é uma máquina ainda em desenvolvimento, e problemas técnicos
prejudicaram o desempenho de Hélder em algumas etapas, sem os quais poderia ter
subido ao pódio. “Este foi o meu sétimo
Dakar e o quinto na América do Sul. Terminei todas as minhas participações e
sempre no Top 10”, referiu Hélder. “Chegar
ao fim é uma satisfação muito grande e pela minha parte sinto que cumpri.
Cheguei muito bem preparado, senti-me sempre bem fisicamente, estou a navegar
cada vez melhor e esforcei-me muito para conseguir resultados positivos em cada
dia de prova”.
Paulo Gonçalves. Via Um
problema eléctrico na sexta etapa custou a Paulo Gonçalves mais de uma hora de
atraso para os rivais. Sem esse contratempo, um lugar no “top 5” estaria ao
alcance do piloto de Esposende, que brilhou entre os mais rápidos em vários
troços cronometrados. Em referência à equipa, Gonçalves afirmou: “Demonstrámos que somos altamente
competitivos e capazes de competir com os melhores. A prova foi positiva,
apesar do resultado final não reflectir a minha real ‘perfomance’ neste Dakar”.
Mário Patrão. Via Mário
Patrão culminou a sua estreia no Dakar com bom desempenho, fechando o “Top 30”.
Todavia, problemas mecânicos nas duas primeiras etapas remeteram-no para a
cauda do pelotão, tendo de “comer” muito pó para ultrapassar adversários. O
piloto de Seia obteve o 6.º tempo na última “especial”, mas sem os ditos
contratempos poderia ter acabado a prova entre os vinte primeiros da “geral”. “A etapa de hoje tinha características
propícias ao meu ataque e, já que tudo estava a correr bem, não quis deixar de
terminar de forma especial esta minha estreia”, disse Patrão, acrescentando
que nesta participação “queria chegar ao
fim e mantive-me sempre concentrado na minha verdadeira aposta”.
Bianchi Prata. Via Um grande
atraso verificado na quinta etapa, devido a avaria na sua máquina, estragou a
festa a Pedro Bianchi Prata. A meio da prova o portuense esteve ao ataque e
obteve um par de resultados entre os vinte mais rápidos. Na “geral” ainda
conseguiu ficar na primeira metade da tabela, mais exactamente na 58.ª posição. Em resumo,
o quinteto lusitano neste Dakar 2013 teve expressivo desempenho global, sendo
Portugal o único país com três representantes no “top 10” da classificação
final – resultado que, uma vez mais, confirma a grande valia dos nossos
melhores pilotos de Todo-Terreno ao mais alto nível internacional. No final,
a classificação das motas no Dakar Peru-Argentina-Chile 2013 ficou assim
ordenada:
O Cartão de Emergência do Motociclista (CEM) ajuda os motociclistas e as
equipas de emergência em caso de acidente, uma vez que contém dados importantes
para uma correta assistência médica.
Quando guardado
no interior do capacete1 (entre o forro e o casco), o CEM dáas informações
necessárias que as equipas de emergência precisam no local do sinistro,
nomeadamente sobre a medicação (medicamentos que
esteja a tomar ou alergias a medicamentos), o tipo sanguíneo ou o número
a contactar em caso de emergência.
Uma
iniciativa meritória criada por Francisco Pedro e Rui Faria para ajudar a salvar
motociclistas em caso de acidente. O download do cartão pode ser efectuado aqui.