domingo, 21 de outubro de 2012

Museus e Colecções Particulares #2

Exposição Permanente do Clube Português de Automóveis Antigos

O Clube Português de Automóveis Antigos (CPAA) foi criado com o objectivo de prestar assistência à aquisição, ao restauro, à conservação, à exibição, e à manutenção de veículos antigos, construídos há mais de vinte anos, bem como promover, incitar e expandir o desporto motorizado dos referidos veículos.

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Um pouco de História

No longínquo ano de 1965, um entusiasta por automóveis antigos chamado Francisco Cardoso Lima e o seu irmão Fernando, em conjunto com um grupo restrito de amigos, pensaram em fundar um clube tendo como objectivo principal o culto do automóvel antigo, ou seja, promover o estudo e a preservação das peças de modo a atrair novos entusiastas.

A ideia tomou forma em 1965, no Porto, com a constituição do Clube Portuense de Automóveis Antigos. O verdadeiro entusiasmo que a iniciativa desperta e a adesão de sócios vindos de diversos pontos do país, exigem que na assembleia-geral de Maio de 1967 o clube passe a ter âmbito nacional, denominando-se a partir de então, Clube Português de Automóveis Antigos.

Em 1970 o clube torna-se membro efectivo da FIVA - Fédération Internationale de Véhicules Anciens, sendo ainda hoje o único representante daquela organização. O seu prestígio internacional traduz-se pela organização de ralis internacionais FIVA, nos anos 1972, 1977, 1982, 1994 e 2001, em que estiveram presentes alguns dos mais prestigiados concorrentes não só da Europa como de diversas partes do mundo.

Tendo em vista dar a conhecer o vasto património dos associados, o CPAA realiza em 1971 a 1ª Exposição de Automóveis Antigos, no Palácio de Cristal (Porto), que foi visitada por mais de 100.000 pessoas.

1ª Exposição de Automóveis Antigos – Palácio de Cristal (Porto) – 25 Nov. a 2 Dez. 1971. Via

Em 1973 realizou um evento semelhante na Feira Internacional de Lisboa, em 1988 repete a iniciativa, denominada Retromobile, na Exponor em Matosinhos.

Em 1981 o CPAA foi considerado pelo governo português como instituição de utilidade pública e nesse mesmo ano inaugurou uma sede própria na cidade do Porto (Rua Duque de Saldanha, n.º 308). Entre 1984 e 1988 o CPAA dirigiu o Museu do Caramulo expondo aí veículos propriedade dos seus associados.

CPAA – Paço d’Arcos (Oeiras).

Desde 1994 que o governo português atribui ao CPAA competência para classificar os automóveis fabricados antes de 1960 como antigos, de modo a dispensá-los das Inspecções Periódicas Obrigatórias (IPO). Esta competência abrange agora também as motas, no âmbito do recente alargamento das IPO aos motociclos, triciclos e quadriciclos com cilindrada superior a 250cc.

O clube tem actualmente 2.300 associados e mais de 5.500 veículos registados e devidamente homologados.

A exposição

Desde 1990, dispõe em Paço d’Arcos (Oeiras) de uma pequena exposição permanente dedicada aos veículos antigos de quatro e de duas rodas, bem enquadrada por alguns artigos de automobília e fotos de época, assim como uma grande variedade de pequenos modelos de colecção à escala. A existência de um valioso património permite-lhe ainda efectuar protocolos com o Museu dos Transportes e Comunicações do Porto, bem como com a Empresa Municipal de Turismo de Fafe para a cedência de acervo aos respectivos núcleos museológicos.






Informações

Delegação de Lisboa (Paço d´Arcos):

Morada: Alameda Calouste Gulbenkian, 7 – Paço d´Arcos – 2770-023 Oeiras
GPS: 38º41'57.90"N 9º17'3.36"W
Telefone: (+351) 214 410 633
Fax: (+351) 214 412 378

E-mail: cpaalx@netcabo.pt ; geral@cpaa.pt
Página Web: http://www.cpaa.pt/
Aberto de terça a domingo das 10:00 às 13:00 e das 15:00 às 18:00 horas (visitas guiadas mediante marcação prévia pelo telefone 214 410 633).

Fonte: Clube Português de Automóveis Antigos

terça-feira, 16 de outubro de 2012

GP Japão Moto3 - Miguel Oliveira em sétimo

Miguel Oliveira conseguiu no Japão fazer mais uma boa recolha de pontos para o Campeonato. Graças ao 7.º lugar alcançado na pista de Motegi, o lusitano subiu um lugar na tabela da classe Moto3, sendo agora 8.º classificado quando restam por disputar três jornadas.

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A pista japonesa é uma daquelas que Miguel Oliveira enfrenta este ano pela primeira vez, implicando isso um natural processo de descoberta e adequação às características do traçado. Nos treinos, o piloto sentiu algumas dificuldades para obter a melhor eficácia da sua moto em aceleração à saída das curvas, conseguindo o 11.º tempo para a grelha de partida.

Na corrida, Oliveira instalou-se rapidamente no 10.º lugar, mas após quatro voltas já tinha perdido o contacto com oito pilotos, falhando o objectivo de rodar no grupo da frente – “isso desde o início não foi possível, pois não conseguia acompanhar nenhuma das motos na recta e perdi contacto com o grupo por causa disso”, explicou o português.

Assim, Miguel acabou por ficar integrado num lote de cinco pilotos, em discussão pelo 9.º posto. Porém, já na última volta, no grupo da frente caíram dois pilotos, e como tal entre os perseguidores a luta passou a travar-se pelo 7.º lugar, conquistado por Miguel Oliveira, muito eficaz na derradeira passagem à pista.

O resultado final possibilitou a Miguel Oliveira subir um lugar na classificação do Campeonato, para oitavo. Neste ciclo oriental da competição, o “Mundial” de Velocidade prossegue já no próximo fim-de-semana, na Malásia.

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Campeonato: 1.º Sandro Cortese (KTM) 255 pontos; 2.º Maverick Viñales (FTR Honda) 199; 3.º Luis Salom (Kalex KTM) 194; 4.º Romano Fenati (FTR Honda) 126; 5.º Alex Rins (Suter Honda) 119; 6.º Danny Kent (KTM) 108; 7.º Zulfahmi Khairuddin (KTM) 92; 8.º Miguel Oliveira (Suter Honda) 83; etc.

Fonte: Federação de Motociclismo de Portugal

domingo, 14 de outubro de 2012

50.000 km

Foi ontem que a minha Honda VFR 800 Fi (RC46) atingiu a marca dos 50.000 km!

Os primeiros 50.000 km.

Num Sábado perfeito para andar de mota, com sol e temperaturas bastante agradáveis, especialmente considerando que já estamos em meados do mês de Outubro, o cenário dificilmente poderia ter sido melhor, percorrendo as belas curvas da N247 que serpenteia pelo verdejante Parque Natural de Sintra-Cascais a caminho da Vila de Sintra, Património Mundial da UNESCO, tendo como pano de fundo o Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa continental. 

Bem sei que 50.000 km em quase 12 anos (desde Janeiro de 2001) está longe de ser considerada uma boa média (apenas cerca de 4.200 km por ano), isto apesar de já ter efectuado algumas viagens ao país vizinho. Mas o destaque desta líder do segmento das sport-turismo vai para a fiabilidade e para o seu comportamento all-round, fazendo jus à fama que ostenta com o célebre motor V4 de transmissão primária por cascata de engrenagens a ser uma fonte inesgotável de prazer e de ausência de problemas. 

Que venham mais 50.000 km.